quinta-feira, 20 de setembro de 2012

16x01 - REUNION part 1

Season premiere de nossa 16ª temporada.
O canal de televisão onde trabalha Kerry Weaver pede que ela faça um documentário sobre seus anos no PS. Ela então roda o país fazendo os convites na tentativa de reunir o maior número de médicos possíveis. Doug e Carol em Seattle, Corday em Durhan, Susan em Phoenix, Abby e Luka em Boston, além dos outros que trabalham no County de Chicago.
Acompanhe a tentativa de Weaver em reuní-los, enquanto ainda é possível revermos o que aconteceu nos últimos dias de vida de Mark Greene.



previously, on ER: Neela foi embora pra morar com Ray. Sam e Gates parecem ter reatado e Morris fez um pré-convite de casamento pra Claudia. Semanas depois de receber um rim vindo de seattle, Carter convida Weaver, Benton, Susan, Elizabeth e Rachel para a inauguração do Centro Carter. Benton e Corday gostaram de se reencontrar. Carter ainda recebe uma visita dúbia de Makemba e fica na dúvida se permanece ou não no County.

...
16x01 - REUNION - PARTE 1
...

CENA 1 - EMISSORA DE TELEVISÃO EM MIAMI
Setembro de 2009. Miami, California. Num movimentado estúdio de TV, dois âncoras estão prestes à entrar ao vivo para a edição noturna do jornal local. Os funcionários fazem os últimos ajustes antes do programa começar e da ilha de edição um estagiário recebe de Kerry Weaver uma matéria. Em cima da hora.
Weaver: Aqui está. Leve isso já!
O estagiário corre com a arquivo em mãos.

Com satisfação no olhar de "dever cumprido" estampado em seu rosto, Kerry, vestindo um terno executivo cinza, toma rumo contrário ao estagiário e se prepara pra sair do estúdio, quando é interrompida de maneira simpática por Courtney Brow, a diretora que a convidou pra sair do County e trabalhar numa TV de Miami.
Brow: Novamente em cima da hora.
Weaver: Me desculpe - sorrindo - a edição demorou mais do que eu esperava.
Brow: Tudo bem, é a matéria de encerramento, não da abertura.
Weaver: Mesmo assim... Foi tenso. Achei que não fosse conseguir. E eu pensando que esses momentos de urgência iam acabar como meus dias de PS.
Brow: Bom ter mencionado. Era exatamente sobre isso que vim falar com você.
Weaver: O que exatamente?
Brow: Bem, na verdade é com o pessoal da direção. Mas acho que vai gostar.

CENA 2 - SALA DE DIREÇÃO
Weaver: Uma matéria sobre meus colegas do County?
Kerry foi pega de surpresa. Ela está em pé ao lado de Courtney, e sentado à mesa à frente das duas está o diretor de jornalismo da emissora, um senhor de 60 anos, não muito gordo, não muito careca, mas muito simpático.
Diretor: Seria interessante. As avaliações de suas matérias sempre têm um bom retorno e muitos dos telespectadores simpatizaram com você.
Brow: Sua matéria no início do ano sobre o atendimento médico na Flórida foi no ponto. E um documentário sobre seus anos no County poderia ser uma continuação disso.
Diretor: Exato. Mais um documentário do que uma matéria. Acredito que traria um bom retorno.
Weaver: Ehr... Eu não tenho certeza se uma matéria sobre meus anos no hospital fariam com que as pessoas se simpatizassem mais comigo. - soltando um sorriso - Acho que seria o contrário.
Diretor: Que nada! Vai ser ótimo. Estamos dispostos à exibir como um especial do fim de ano, um segmento de uma hora com suas gravações.
Weaver: Ehr... Certo... Mas... Muitos de meus colegas não trabalham mais no County. Se eu for até o PS, é possível que nem tenha muitos conhecidos pra entrevistas.
Diretor: Viage pelo país. Reencontre seus colegas.

Essa última sugestão deixou Weaver pela primeira vez interessada nesse trabalho.
Weaver: Certo. Certo, parece interessante. Como vai ser então? Qual minha equipe?
Diretor: Bem, analise nossa pauta, dê suas sugestões e veremos como será. Mas acredito que dois cameras e um técnico de aúdio bastam.
Kerry solta um leve sorriso no rosto.

CENA 3 - SALA DE WEAVER
Kerry está falando ao telefone, com um bloco de nota em mãos.
Weaver: Muito obrigada. Fico te devendo.
Jerry: Não tem de que, Dra. Weaver.
Weaver: Ah, e mais uma coisa...
Jerry: Já sei. Nunca tivemos essa conversa. Até logo.
Weaver: Obrigada, Jerry. Até mais. - pondo o gancho no fone, com felicidade no rosto

Atualizando as anotações no papel, Kerry lista uma série de nomes e endereços, organizadas por estado. Ela parece cada vez mais feliz com essas pequenas ações. Boston, Abby e Luka, Ohio, Susan, Carolina do Norte, Elizabeth... e seu primeiro destino: Centro Médico da Universidade de Washington, em Seattle. Motivo da viagem: entrevistar Carol e Doug. Pena que ao ver o nome de Doug, seu sorriso não se mantem...

entra a abertura de ER
fanfic de thiago sampaio


CENA 4 - AEROPORTO DE MIAMI
Kerry está à espera de seu avião para embarcar. Toda a equipe já tem em mãos suas passagens. Sentada numa das cadeiras, ela fala de forma improvisada para as câmeras, coletando material de arquivo para aproveitar o que tem de melhor na edição final do documentário.
Weaver: Muito bem, estamos em Miami e é fim de tarde aqui na Flórida. Dentro de pouco tempo vamos embarcar para o outro lado do país, em Seattle. Lá devo encontrar dois colegas do tempo de County. Um deles é Carol Hathaway, enfermeira. Trabalhamos juntas por... cinco anos. Devo encontrar por lá o marido dela, Doug Ross. Médico pediatra. Trabalhamos juntos por cerca de quatro anos e... pra ser sincera, estou um pouco apreensiva com esse encontro.

Kerry respira fundo e sorri sem graça.

Weaver: Não sei se serei bem recebida. O fato é que pretendo marcar um dia com todos os meus ex-colegas para uma reunião e entrevista no PS de Chicago. E estou fazendo isso em ordem de dificuldade: estou visitando os que mais tem chances de recusar essa reunião. E se eu conheçou Doug Ross... é ele quem devo visitar primeiro.

CENA 5 - CARRO DE WEAVER, SEATTLE
Já no extremo noroeste dos Estados Unidos, Weaver dirige um carro alugado até o Centro Médico da Universidade de Washington. No banco do carona tem um câmera. Logo atrás dele há outro, e ao seu lado o técnico de som. Weaver continua com o brieffing.

Weaver: No início de 99, há mais de dez anos, Doug Ross e eu chegamos ao máximo de nossa paciência um com o outro. - olha para câmera ao seu lado - Preciso admitir logo que eu não era nenhuma santa em meus tempos de hospital. Mas ele também não era nada bonzinho. - volta a olhar pra estrada - Portanto, ainda temos alguns assuntos inacabados. Não com Carol. Acredito que está tudo bem com ela... Mas não vejo um mar de rosas entre eu e Dr. Ross. - sorri, novamente sem graça - Essa será minha primeira entrevista para o documentário e deve ser importante para uma coisa. Como estou fazendo as visitas em segredo, Doug será minha referência. Se ele mostrar alguma resistência, talvez eu repense em meu método. Mas se ele me aceitar sem problemas... continuarei com as visitas surpresas.

CENA 6 - ENTRADA DO CENTRO MÉDICO DA UNIVERSIDADE DE WASHINGTON, SEATTLE
Kerry está mostrando suas credenciais para a segurança do hospital. Depois de certo tempo, ela retorna para falar com a equipe de gravação.
Weaver: Como eu suspeitava, eles não permitiram a entrada de câmeras... Façamos o seguinte: fiquem aqui fora no carro que vou tentar combinar com Carol e Doug uma entrevista à noite.

CENA 7 - PS DO CENTRO MÉDICO
Kerry já se encontra no PS do hospital universitário. O local é limpo, organizado e aparenta ter metade dos leitos do PS de Chicago. Ela segue até o recepcionista.
Weaver: Boa tarde, eu me chamo Kerry Weaver e trabalho para uma emissora de televisão. Pod...
Recepcionista: Assine uma ficha e espere pelo médico.
Weaver: Minha nossa. - incomodada - Vocês recepcionistas de PS são sempre os mesmos.
Recepcionista: Como disse?
Weaver: Esqueça. Estou procurando duas pessoas. A enfermeira Carol Hathaway e o Dr. Doug Ross. Eles estão no turno de hoje?
Recepcionista: Sim... Sim, eles estão. Dr. Ross está ocupado com um trauma e pode demorar um pouco. Mas a Sra. Hathaway está na diretoria e prestes a ir embora. Se for subir agora acho que pode encontrá-la.
Weaver: Diretoria? Certo, em que andar?

CENA 8 - 6º ANDAR DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
As portas do elevador se abrem e Kerry sai de dentro dele. Logo à sua frente à um mural com a localização de diversas salas. Depois de uma checagem ela ruma para o corredor à direita e topa de frente com uma porta. A placa inscrita a faz soltar o olhar de satisfação: "Diretora de Enfermagem - Carol Hathaway". Ela bate três vezes na porta.
Carol: Pode entrar.
Kerry abre a porta
Weaver: A diretora pode me receber?
Carol: Kerry! - abrindo bem os olhos e se levantando da cadeira

As duas colegas trocam um gostoso sorriso. Não há dúvidas de que Kerry está sendo bem recebida e de que Carol ficou feliz com a visita surpresa. Ambas se abraçam forte:
Carol: O... o... o que faz aqui?
Weaver: É uma visita surpresa.
As duas param de se abraçar e se encaram de maneira singela uma para outra, que vestem roupas muito parecidas.
Carol: Olhe pra você... Não mudou nada.
Weaver: Obrigada. Já você está muito mais bonita. E de cargo novo...
Carol: Pois é... Uau! Ehr... Sente-se, sente-se. Quer alguma coisa pra beber?
Weaver: Não obrigada.

Enquanto seguia rumo até uma cadeira em frente à mesa de Hathaway, a enfermeira finalmente percebe que Weaver não manca mais. E pergunta curiosa.
Carol: Kerry, onde está sua muleta?
Weaver: Eu... operei o quadril. Não preciso mais de uma muleta.
Carol: Isso é ótimo! - sentando-se - Bom pra você! Nossa... Quanto tempo.
Weaver: Exato.
Carol: E... e o que veio fazer? - ainda sorrindo
Weaver: Recuperar esse tempo perdido. Fazer uma pequena reunião.
Carol: Como assim?
Weaver: Bem, eu... saí do County faz alguns anos e mudei de profissão. - entrega um cartão - Sou repórter de um canal em Miami.
Carol: Não me diga. - pegando e lendo o cartão - Que ótimo, Kerry. Doug me disse faz um tempo que você havia saído, mas não sabia do trabalho na TV. Que legal.
Weaver: Doug sabe que eu saí do County?
Carol: Dois funcionários do County passaram aqui meses atrás... Mas achei que ele estava brincando. Eu não imagino você saindo do County.
Weaver: Pois é. As pessoas mudam. - inclinando-se em direção à Carol e apertando as próprias mãos uma com a outra - Esse é mais ou menos o motivo de eu estar aqui. Me pediram pra fazer uma matéria com meus ex-colegas de Chicago. Daí, estou marcando com todos eles um dia de gravação e entrevistas lá no PS.
Carol: Ehr... Como? - sorrindo - Ir pra Chicago? - meio que incrédula
Weaver: Vai ser interessante. E vocês são minha primeira parada.
Carol: Eu... nem sei o que dizer, Kerry.
Weaver: Diga "sim".
Carol: Claro, - sorrindo - fácil dizer, mas...
Weaver: É bem simples. Nós fazemos uma pequena entrevista com vocês hoje, sobre com estão desde que deixaram o hospital, e depois fazemos uma pequena reunião no County.
Carol: E com "vocês", está querendo dizer "eu e Doug", certo?
Weaver: Certo...

As duas se olham, soltando um sorriso bem simples, que movimenta apenas o lado direito de suas bocas.
Weaver: Eu passei no PS e disseram que ele estava num trauma. Daí vim pra cá.
Carol: Sim, isso mesmo. Erámos pra ter saído faz 15min, mas um paciente chegou então adiantei uma papelada enquanto espero por Doug.
Weaver: Bem, então o que farão essa noite? Podemos fazer a pré-entrevista hoje na casa de vocês?
Carol: Ehr... Como? - sem graça - Agora? Hoje?
Weaver: Isso. Minha equipe de gravação não pode entrar no hospital, mas...
Carol: Não sei, Kerry. Não temos compromisso, mas tenho que ver com Doug antes.
Weaver: Claro...


As duas se olham, agora um pouco sem graça. Diante de alguns segundos de silêncio, Weaver resolve quebrar o gelo.
Weaver: Como estão as gêmeas?
Carol: Ótimas! - abrindo um sorriso e mostrando uma foto das duas - Farão 10 anos em novembro.
Weaver: Nossa, já estão nessa idade? - vendo as fotos - Elas estão lindas, Carol...
Carol: E você?
Weaver: O que tem eu?
Carol: Teve... filhos?
Weaver: Ow, claro! - pegando uma foto na bolsa - Henry. Cinco anos e meio.
Enquanto Weaver de maneira orgulhosa mostrava a foto do filho, Doug entra na sala.
Doug: Carol, me desculpe. Demorou mais do que eu esperava. Tive que colocar um avent...
E ele vê Kerry.

Carol recebe a foto de Weaver, que recua ao encosto da cadeira meio que em camera lenta. Enquanto Hathaway sorri com a situação, Doug coloca as duas mãos no bolso, abaixa a cabeça, levanta a maçã da bochecha direita e resmunga sorrindo.
Doug: Dia de visitas...
Kerry resolve se levantar, fica de frente pra Ross e dá a mão pra que ele a comprimente.
Weaver: Olá, Doug.
Doug: Kerry... - ele não demora em dar a mão - É uma... surpresa vê-la aqui.
Weaver: Eu digo que é ótimo vê-lo.
Ross abaixa um pouco mais a cabeça, levanta mais a bochecha e sorri enquando usa a mão que cumprimentou Kerry pra coçar a nuca, enquanto ia em direção à Carol.

Antes que um silêncio desconcertante fosse instaurado, Hathaway resolve falar.
Carol: Weaver... veio nos fazer um convite.
Doug: É mesmo?
Weaver: Isso. Eu agora trabalho em uma emissora de Miami. Como repórter. E estou fazendo um documentário sobre minha passagem no County.
Doug: Ow, um documentário sobre você? - sorrindo
Weaver: Não, não. - sem graça - Explicando melhor, é sobre meus colegas do County.
Doug: Bem, se é sobre seus colegas, acho que posso ficar de fora do documentário.
Carol: Doug... - reprovando o marido
Weaver: Não, tudo bem, Carol. Eu... Tudo bem. Doug, eu pretendo reunir o máximo de pessoas possível e levá-las até o County para uma gravação nesse fim de semana. E isso inclui vocês.
Doug: Viajar no County nesse fim de semana? - roçando o queixo com a mão esquerda - Não vai dar. Eu vou ficar doente.

Ross e Weaver sorriem.
Weaver: E vai ficar doente essa noite?
Doug: Depende.
Os dois sorriem mais uma vez.

Weaver: Eu já falei com Carol. Eu tenho uma equipe de gravação aqui comigo e gostaria de filmar pelo menos meia hora com vocês, antes da gravação principal em Chicago.
Doug: Eu não sei se...
Carol: Pode ser agora, Weaver? - escrevendo um papel - Aqui está nosso endereço. - entrega o papel com o endereço mais a foto de Henry - Nós já estamos indo em casa e uma pequena entrevista não fará mal a ninguém.
Weaver: Obrigada, Carol. Você concorda, Doug?
Ross responde confirmando com a cabeça e sorrindo sem graça.
Weaver: Ótimo. Nos vemos em... uma hora. Vou jantar com o pessoal da produção e vocês terão tempo de tomar um banho. - Carol ia falar, mas Weaver interrompe - E está completamente fora de cogitação que jantemos em sua casa, Carol. Doug iria comê-la viva só por fazer um convite. Mesmo assim obrigada. - toma caminho pra porta da sala - Até mais.

Weaver fecha a porta.
Hathaway sorri pra Ross. Ele novamente abaixa a cabeça, levanta a maçã do rosto e parece confuso com alguma coisa.
Doug: Roubaram a muleta dela?

CENA 9 - CASA DOS ROSS
Todos estão na sala do casal de Seatle. É um local grande: os dois se deram muito bem na vida. Um dos câmeras filma Kerry, que está sentada num sofá de um lugar e de frente para Doug e Carol, sentados num sofá de três lugares e que estão sendo filmados pelo outro câmera. O técnico fica à meia distância.

Weaver está à vontade, assim como Hathaway que tomou um banho, soltou os cabelos e colocou uma roupa um pouco mais despojoda do que aquela terno que vestia no trabalho. Já Ross parece nem ter ido ao chuveiro, afinal, continua usando o mesmo avental azul de quando entrou na sala de Carol. O técnico dá sinal verde para a gravação.

Weaver: Estamos aqui com Doug Ross e Carol Hathaway. Respectivamente médico e enfermeira com que tive o prazer de trabalhar em boa parte dos anos 90. Doug, Carol... 10 anos. É ótimo revê-los.
Ross nunca perde o pose e a charme. Mas estava preparando uma resposta grosseira.
Doug: Eu queria poder dizer o mes... - e leva uma discreta cotovelada de Carol.
Carol: Também é um prazer Kerry. Eu... Nós não esperávamos a sua visita.
Weaver: Na preperação dessa entrevista já havia dito que deixei a medicina. E isso foi há menos de três anos. Já vocês sairam há quase uma década. O que aconteceu nesse meio período?
Doug: Nos casamos em julho de 2000. Mas isso você já sabe porque convidamos muita gente do County, mas não você.
Weaver também procura não perder a classe.

Carol: Foi a última vez que vimos alguns colegas! - encarando Doug com os olhos bem abertos - Chamamos algumas enfermeiras mas nem todas vieram. Convidamos também Mark, Elizabeth, que vieram. Também o Carter, mas ele não estava disponível no momento...
Weaver: É... Nesse ano ele estava indisponível.
(o casamento aconteceu entre as temporadas 6 e 7, no momento que Carter estava de reabilitação)

Weaver: Vocês sabiam que ele continua no County?
Carol: Sério?
Weaver: Sim, mas... Deveríamos falar isso mais à frente, só que ele saiu e voltou ao County. Passou um tempo na África e retornou para um transplante de rim.
Doug: Carter fez um transplante de rim? - mostrando-se interessado pela primeira vez
Carol: Foi por causa da facada? Está tudo bem com ele?
Weaver: Sim, sim. Isso foi em... Acho que março. Pouco antes da inauguração do Centro dele.
Hathaway e Ross se olham com alguma dúvida
Carol: Carter fez um transplante de rim em março?
Weaver: Sim... Porque?
Doug: Vocês tem uma cirurgiã... - estalando os dedos tentando se lembrar - que é indiana?
Weaver: Acho que Neela. Mas porque?
Carol: Meu Deus, Doug...
O casal se olha sorrindo
Weaver: O que houve?
Doug: Acho que nós participamos desse transplante.
Carol: Sim. Um paciente nosso teve morte cerebral e... e um rim foi de última hora pra Chicago.
Doug: Se me lembro bem, disseram que tinha ido para um médico.
Carol: Tenho certeza que não tinha ido pro County, mas...
Weaver: Nossa, isso é fantástico!

Doug pela primeira vez sorri com as duas na entrevista.

Weaver: Carter está no County. Seria sensacional que ele soubesse disso!
Doug: Bem... - passando a mão na cabeça
Carol: É meio de última hora, Kerry. Nós até recebemos alguns convites pra ir até Chicago. De Carter mesmo, para a abertura de um centro médico dele...
Weaver: Exato. O Centro Carter. Por que não foram?
Doug: Bem...
Weaver: Ow! Sabe quem estava lá? Claro, Susan, Benton, Elizabeth...
Hathway e Ross sorriem cada vez que um nome é dito...
Weaver: Mas quem estava lá também era a Rachel, filha de Mark. - o casal acompanha o relato de Kerry um pouco mais atento - Ela estava morando com Corday na Carolina do Norte e voltou alguns meses para fazer medicina em Chicago.
Doug: Rachel Greene está fazendo medicina?
Weaver: Sim. - sorrindo - Ela está enorme... adulta... 22 anos. A futura Dra. Greene.
Carol: Isso é... o máximo.

Um brilho nostálgico preenche os olhos dos três.

Weaver: Por que não voltaram pra Chicago?
Carol: Bem, quanto Carter nos convidou não podiamos ir, porque...
Weaver: Não, estou falando de antes.
Carol: Como?
Weaver: Por Mark.
Doug e Carol resolvem não responder.
Weaver: Por que vocês não foram... se despedir?
Doug: Kerry, se as perguntas forem essas...
Weaver: Doug, as pessoas mudam.

Depois de ser interrompido, Ross resolve ouvi-la
Weaver: Muita coisa aconteceu entre nós, mas isso é passado. Passado... As pessoas mudam. E depois de tanto tempo, seria interessante saber sobre vocês, seria bom compartilhar isso tudo com nosso pessoal em Chicago.

O casal encara Weaver. Principalmente Doug, que parece perdido em seus pensamentos...

CENA 10 - FLASHBACK DE DOUG ROSS - 8x19 brothers and sisters
carro com ross e hathaway
Doug dirige o carro. Carol está ao lado no banco de passageiro. Ambos estão calados. Ao fundo, é possível ver o Sears Tower de Chicago no horizonte.

casa de mark e elizabeth
Ambos batem na porta de Greene, mas ninguém os atende.

ps do county
Carol e Doug entram discretos na recepção. E são vistos por Jerry.
Jerry: Não mesmo!
Carol: Olá, Jerry.
Jerry: Que bom ver vocês.
O recepcionista abraça Carol e comprimenta Doug com um forte aperto de mão.
Doug: Onde está Mark?
Ele demora pra responder.
Jerry: Ele... Não está mais trabalhando. Vocês não sabem que...
Doug: Sim, sim. Nós sabemos. Ele nos contou faz uns dias.
Jerry: Dr. Greene viajou com a filha. Estão no Havaí.
Ambos parecem desapontados...
Carol: Ehr... Soubemos que Susan está de volta. Podemos falar com ela?
Jerry: Sinto dizer, mas ela acabou de viajar pra Nova York. Dr. Carter está na Lounge. E Weaver na sala da traum...
Doug: Esqueça. Melhor não saberem que estamos aqui. E Elizabeth? Ela está aqui?
Jerry: Sim. Está lá em cima na cirurgia.
Doug: Ótimo. Jerry, nós vamos agora. - aperta a mão dela - Não precisa... dizer que nos viu.
Jerry: Ehr... certo.

Andando pelos corredores, Doug e Carol (mais ele do que ela) parecem querer evitar rostos conhecidos. E enquanto esperavam o elevador descer, vêem um fim de conversa entre Pratt e Gallant. Enquanto Greg sobe as escadas, Michael vai furioso até a Lounge conversar com Carter sobre uma toracotomia sem supervisão.

or do county
Nos corredores do centro cirúrgico, Elizabeth conversa com Romano.
Corday: Eu preciso de uma folga.
Romano: E eu de um mês na França com duas gêmeas vietnamitas. Mas não vai rolar.
Corday: Mark piorou.
Romano: Achei que estava no Taití.
Corday: No Havaí. Ele piorou. Acho que não pode mais voltar de avião.
Romano: Então você tem que ir.
Corday: Não sei por quanto tempo...
Romano: Nós aguentamos sem você.
Corday: Obrigada...
Romano: Posso fazer algo?
Lizzie respira fundo antes de responder...
Corday: Rezar
Romano: Não é meu forte, mas nesse caso farei uma excessão.

Os dois tomam rumos diferentes. E quando Lizzie seguiu em direção ao elevador, viu sair de dentro dele Carol e Doug.

Weaver: Doug?

CENA 11 - CASA DOS ROSS
Weaver: Doug?
Kerry chama a atenção de Ross, que estava perdido nos pensamentos.
Doug: Desculpe...
Weaver: Ehr... Como eu dizia, todos nós não nos vemos há vários anos. Muita coisa aconteceu. E precisa ser compartilhada... Será bom rever Benton, Elizabeth... Carter vai adorar sobre o rim. Vai ser especial, nós prometemos.
Doug: Eu não sei...
Weaver: Antes eu conversava com Carol... E ela me mostrou as fotos das garotas. Elas estão lindas. E mostrei a foto de meu filho e...
Doug: Você tem um filho?
Weaver: Sim - orgulhosa.
Doug: Carol não me contou.
Ross e Hathaway trocam olhares
Carol: Não tivemos tempo. - sorrindo - Estava procurando acalmar meu marido.
Doug: Você... se casou?
Weaver: Infelizmente não... Ela morreu poucos meses depois...
Doug: "Ela"?
Weaver: Houve muita coisa que você perdeu.

Kerry se mostra muito simpática, tanto pra Doug quanto pra Carol.
Weaver: Muita coisa aconteceu desde que eu fiz o parto de Tess. Carol falou isso?
Doug: Sim... - apertando a mão da esposa - Também disse o quanto você a ajudou depois disso.
Carol: É...
Weaver: Uma coisa eu prometo à vocês. - ambos a encaram curiosos - Não vão ter que conversar com Robert Romano.

O silêncio de alguns segundos impera na sala... até Doug e Kerry rirem bastante. Carol, embaraçada, tenta não rir.
Doug: Nós vimos na TV! Meu Deus, o que foi aquilo?
Weaver: Bem em cima dele!
Os dois voltam a dar risadas.
Carol: Vocês vão pro inferno. - sorrindo
Doug: Eu tenho uma dúvida... Ele sofreu uma amputação antes, não é mesmo?
Weaver: Sim.
Doug: Por causa da hélice de um helicóptero...
Weaver: Isso. Uma verdadeira tragédia.
Doug: Me diga uma coisa. O helicóptero que caiu em cima dele... era o mesmo?
Doug e Weaver se olham por um momento e depois quase choram de rir. Até Carol sorri um pouco.
Weaver: olhando para uma das câmeras - Isso vamos ter que retirar na edição final do documentário.

Doug abaixa a cabeça e depois a levanta timidamente, fitando Kerry nos olhos.
Doug: Quando será a gravação em Chicago mesmo?
Weaver retribui o sorriso.

CENA 12 - AEROPORTO DE SEATTLE
Kerry passou a noite no hotel e no dia seguinte se encontra no balcão do aeroporto procurando passagens para Iowa, mas sem conseguir um vôo direto, ela vai ficando muito nervosa:
Weaver: Mas Iowa deveria ser direto!
atendente: Sinto muito. Não temos vôos direto para lá. Apenas conexões.
Weaver: Sim, mas... Eu teria que passar na Califórnia, Texas, Nova York, Georgia, México e só então Iowa!
atendente: Foi o que acabei de te dizer...
Weaver: Isso é um absurdo! Por que diabos eu teria rodar os Estados Unidos, e pousar até no México, pra visitar um estado americano?! Se eu fosse de ônibus chegaria mais cedo!
atendente: Então vá de ônibus.
Kerry não gostou e grita mais ainda pro atendente, apontando o indicador no balcão:
Weaver: Filho da... Quero falar com seu supervisor!

Só então a ex-médica do County percebeu que estava sendo filmada por sua equipe de produção. Ela olha de relance pra câmera, sente-se envergonhada pelo surto e passa a fingir mais calma diante do vídeo.
Weaver: Okay... Me desculpe pelos problemas...
atendente: Não foi nada.
O atendente parace impávido, sem demonstrar qualquer tipo de emoção. O que irrita Kerry, mas diante das câmeras, ela tenta se manter calma.
Weaver: Ehr... - olhando um caderno de anotações - Quando é o próximo vôo pra Luisiana?

O atendente começa a checar no computador, e Weaver se vira pra câmera:
Weaver: Pelo jeito, não há vôos diretos pra Iowa, então teremos que deixar Susan Lewis um pouco mais pra frente...
atendente: Daqui a cinco horas.
Weaver: Cinco horas?
atendente: ... Cinco horas...
Weaver: Ehr... - olhando torto e com muita raiva pro cidadão - Por favor, cheque as cidades de Duke na Carolina do Norte e Boston, Massachusetts.

O atendente volta a checar no computador, e Weaver se vira novamente pra câmera:
Weaver: Eu chegaria em menos de cinco horas em Iowa. Neela e Ray vão ter que esperar. As próximas tentativas são Boston, onde hoje moram Luka Kovac e Abby Lockhart, ou...
Ela é interrompida pelo atendente:
atendente: Boston sairá dentro de três horas, e Duke terá o embarque encerrado em 30 minutos.
Weaver: Certo, Elizabeth Corday então. Fica do outro lado do país, mas... passagens pra quatro, por favor.

Comprada as passagens e feita a checagem de bagagens, a equipe de produção segue rápido pra tentar alcançar o vôo. Weaver vai quase que o caminho todo resmungando de raiva por causa do atendente. E talvez por não poder extravazar diante das câmeras...

CENA 13 - DURHAM, CAROLINA DO NORTE
A equipe assume novamente as posições no carro alugado. Todos já passaram a noite no hotel, é manhã do outro dia e Kerry toma rumo até a Universidade de Duke
Weaver: Estamos na Carolina do Norte, entrando no campus da Universidade de Duke onde se encontra Elizabeth Corday. Ela seria uma de minhas últimas paradas, mas o vôo mais próximo que conseguimos foi esse, por causa daquele bundão e miserável que merecia ser... - Kerry levantou a voz e percebeu isso... Então respira fundo e retoma o foco olhando pra câmera - Eu... Eu revi Elizabeth alguns meses atrás na inauguração do Carter Center, então essa visita não possui muito valor de surpresa...
De repente o carro sofre um forte baque. Algo bateu forte no capô e passou pelo parabrisa, rachando o vidro do carro.
Weaver: Meu Deus!
Kerry rapidamente freia o carro. Ela atropelou alguém.

CENA 14 - SALA DA REITORA
A reitora de Duke está sentada em sua sala. O ambiente é enorme, com diversos móveis de carvalho e muitos livros médicos. E apesar do clichê, há um esqueleto artificial em um dos cantos. Trabalhando na papelada está Elizabeth Corday, que é interrompida por uma ligação e a atende com seu forte sotaque britânico:
Lizzie: Dra. Corday.
Elizabeth continua escrevendo apesar da ligação. Só dá mais atenção quando o assunto parece ser sério:
Lizzie: Que tipo de acidente?

CENA 15 - SALA ADJUNTA À SALA DA REITORA
Lizzie: Oh, meu Deus!
Ao sair da sala e ver sua secretária, Corday toma um pequena susto.
secretária: Você pode me ajudar?

A secretária de Corday é uma coroa britânica de 70 anos, com óculos fundos de garrafa e não deve ter mais do que um metro e meio. E a velha está toda enrolada, tentando colocar um quadro na parede.
Lizzie: Porque não pediu ajuda pra alguém? - indo em direção a ela
secretária: Eu estou pedindo...
Lizzie: Pronto. - pegando o quadro - Agora vamos colocá-lo.
secretária: Mê dê só um minuto... - a velha solta o quadro - preciso muito ir ao banheiro.
Lizzie: Sra. Dupree, não te pedi pra checar essa infecção na bexiga? Isso é sério.
secretária: Eu sou uma senhorita. - pega a bolsa e toma rumo pro banheiro - E por favor, não discuta a minha bexiga em público. Eu volto logo.

A idosa sai da sala e deixa Corday, toda atrapalhada, colocando o quadro na parede. Lizzie agora tenta checar a posição em que vai encaixar o quadro no prego, mas não está muito feliz.
Lizzie: Porcaria...
Weaver: Vejo que subiu mesmo de vida.
Kerry coloca apenas a cabeça pela porta que a secretária havia saído, e observa Corday se enrolando com o quadro. Lizzie sorri ao ver a amiga e a convida pra entrar.
Lizzie: Não fique aí só me olhando! Venha me ajudar.

As duas colocam o quadro na parede enquanto conversam sorrindo.
Weaver: Eu suspeitava que reitores faziam de tudo na universidade, mas..
Lizzie: Isso não é idéia minha. É de minha secretária... Ela foi minha babá e estou fazendo um favor pra família em dar um emprego pra ela.
Weaver: Fala daquela mulher que estava correndo pro banheiro?
Lizzie: Ela não faz um serviço tão ruim...
Weaver e Corday finalmente veem a figura do quadro que estavam colocando: é uma visão sado-masoquista da crucificação de Jesus Cristo. As duas ficam perplexas enquanto encaram o quadro.
Lizzie: Santo Deus!
Weaver: Bem... De santo esse não tem nada...

CENA 16 - SALA DA REITORA
Corday joga o quadro no canto da sala. Senta-se na cadeira e conversa com Weaver, sentada na cadeira à frente:
Lizzie: A que devo o prazer da visita?
Weaver: Bem... Estou revendo velhos amigos. Planejando uma reunião.
Lizzie: Uma reunião?
Weaver: Isso. O pessoal da televisão pediu um especial sobre meus anos no County. Bem, não "meus anos", mas as pessoas que conheci nesse período.
Lizzie: Não precisa explicar. - sorrindo - Eu entendi.
Weaver: Doug Ross não entendeu.
Lizzie: Como? - surpresa - Você viu Doug?
Weaver: Sim! E Carol Hathaway também. Os vi ontem, foi meio difícil, mas marcamos de gravar nesse fim de semana. Você é a minha segunda visita. Que achas de uma viagem até Chicago para a gravação?
Lizzie: Ehr... Já nesse sábado?
Weaver: Sim. Eu até faria uma pré-gravação contigo, mas... tive um pequeno acidente e minha produção está resolvendo o caso.
Lizzie: Um acidente? Como assim? O que houve?

Weaver olha pra Corday de forma envergonhada e fecha os lábios, empurrando toda a boca pro lado da bochecha esquerda.
Lizzie: Kerry... O que você fez?
Weaver: Atropelei um cachorro.
Lizzie: Atropelou um cachorro?!
Weaver: Atropelei um cachorro...
Lizzie: Por que você fez isso?
Weaver: Foi um acidente! - as duas já estão mais descontraídas - Eu estava entrando no campus e nem vi por onde o bichou passou.
Lizzie: Foi aqui no campus?! - Corday volta a se preocupar - O cachorro era de alguém daqui?!
Weaver: Sim. O cachorro de uma patricinha...
Lizzie: Ow, meu Deus... - enfiando o rosto nas mãos - Era uma loira magrinha, com mais ou menos um litro de silicone em cada peito?
Weaver: Isso! Você a conhece?
Lizzie: Deus, os pais dela são advogados da instituição. E ela é detestável! - enfiando os dedos entre os cabelos encaracolados - Não acredito que você passou por cima do Marmaduke...
Weaver: Na verdade eu passei por baixo. O cachorro que saiu voando por cima da gente...
Corday rapidamente tira as mãos da cabeça e encara Weaver de maneira esperançosa:
Lizzie: E ele morreu?
Weaver: Não, mas vai. Não sou veterinária mas acho que o bicho quebrou as duas patas traseiras e a bacia.

As duas se encaram em silêncio, de maneira séria, até Lizzie comentar:
Lizzie: Sempre odiei aquele cachorro...
Mais alguns segundos de silêncio e as se esforçam pra não rir.

Lizzie: Deus, estou ferrada...
Weaver: Mas posso contar contigo? Nos vemos nesse final de semana em Chicago? Tudo pago.
Lizzie: Ehr...
Weaver: Eu convenci Doug e Carol a nos ver. E isso seria... imperdível. Se eles vão, até você tem que ir, né? Por favor, pelos velhos tempos.
Lizzie não queria muito ir, mas está cedendo aos poucos...
Weaver: Vai ser melhor do que encarar a peituda do Marmaduke.
A reitora respira fundo... e oferece a mão para que Weaver feche o acordo.
Weaver: Ótimo! - se levantando e entrega um cartão - Aqui estão meus dados, e da filial em Miami. Pode ligar a cobrar em meu nome. Agora eu preciso ir.
Lizzie: Mas já?
Weaver: Sim. Tenho aviões a pegar, e se colaborarem... consigo um itnerário decente. É que meu deadline é curto e preciso marcar tudo pra esse fim de semana.

Corday a acompanha até a saída.
Lizzie: Ow, então tudo bem. Achei que estava fugindo da peituda do Marmaduke.
Weaver: E isso também.
As duas param próximas da porta, sorrindo pela última vez.
Weaver: Elizabeth... Muito obrigada por aceitar.
Corday a encara com certa ponta de felicidade.
Weaver: Vai ser bom poder encontrar todo mundo novamente. Pelo menos a maioria deles...

Ambas passam por um último momento de silêncio, e dão beijos de despedida. E quando Weaver fecha a porta da sala, Corday viaja no tempo...

CENA 17 - FLASHBACK DE ELIZABETH CORDAY - 8x19 brothers and sisters
or do county
Elizabeth topa com Doug e Carol no elevador do andar da cirurgia do County. Os três ficam em silêncio por instantes mas esboçam pálidos e tímicos sorrisos um para os outros.

saleta dos cirurgiões
Corday está pegando suas coisas no armário
Doug: Como assim ele piorou?
Lizzie: Eu não sei... Quem me contou foi Rachel. - colocando objetos na bolsa - Ela me ligou dizendo que Mark teve uma convulsão e... E parece que não tem mais condições de voltar.
Doug: Ow...
Carol: E você está indo até o Havaí pra vê-lo?
Lizzie: Isso. Eu consegui uns dias de ausência então...
Elizabeth percebe que Carol e Doug parecem seu ação
Lizzie: Vocês querem ir comigo?

Os dois demoram a responder... Doug não parece ter absorvido tudo ainda:
Doug: Não agora. Mas... Nós vamos um dia.
A britânica coloca a alça da bolsa no ombro e encara Ross com uma verdade fria:
Lizzie: Ele não tem muito tempo.

Mais uns momentos de silêncio imperam na sala. Corday espera uma resposta dos dois. E antes que Carol pudesse dizer algo, Doug resolve falar:
Doug: Não precisa dizer que nos viu.

Corday o olha com certa frieza, sem piscar nenhuma vez, mas entende a reação dele. E confirma o pedido acenando com a cabeça. Ela então gira nos calcanhares pra partir, quando Romano entra na sala.
Romano: Lizzie, eu estava pensando... - então vê os convidados de Corday

Impera-se um festival de desconforto na sala. Romano resolve descontrair.
Romano: Ora, ora, ora. O que ele fez aqui? Existe no County mais uma criança querendo eutanásia e não estou sabendo?

O silêncio fica ensurdecedor...

havai - 8x21 on the beach
Algumas horas se passaram e agora Corday está no Havaí com a filha Ella. Ela entra na casa de praia procurando por Mark, chamando seu nome. Ainda com a filha no colo, ela se surpreende com a beleza do mar... e sobe no primeiro andar da casa. Lá, encontra Greene dormindo e se senta na cama dele. Seu marido acorda, e embora bem fraco, ele as comprimenta.
Mark: Oi...
Lizzie e a filha sorriem. Principalmente a pequena Ella, que respondo o "oi" do pai com uma feição bem angelical.

havai - on the beach - alguns dias depois
Mark e Lizzie estão sentados em suas cadeiras, vendo o por do sol, quando ele pede um favor à esposa
Mark: Preciso que me ajuda numa coisa... Pode ser díficil.
Corday o olha nos olhos...
Mark: Quero escrever cartas para Rachel e Ella. Eu tentei escrever... Mas não consigo ler minha própria letra.
Lizzie passa a engolir no seco...
Mark: Queria que abrissem cartas em dias especiais. Entende? No dia da formatura... Quando entratem na faculdade... Quando se casarem...
Elizabeth deixa escapar uma lágrima.
Mark: Acha que é cruel? O pai mandar uma mensagem do além, no dia que eram pra estarem felizes?
Lizzie: Acho que vão apreciar cada uma das palavras...

Corday tenta segurar o choro, mas não consegue. E Mark se orgulha de sua companheira. Mas ambos são interrompidos por alguns passos que estão se aproximando deles. Greene se vira com certa dificuldade e vê Doug e Carol se aproximando. O casal está de mãos dados e o cumprimentam com um simpático sorriso. Os Ross finalmente chegam perto dos Greene e... se anunciam. Elizabeth está surpresa.
Doug: Elizabeth. Mark...
Mark: Ehr... Oi...

Greene, com um pouco de fraqueza, inclina a cabeça em direção à mulher:
Mark: Elizabeth... Eu não sei se delírios fazem parte de um tumor cerebral... então confirma pra mim. Eu estou vendo Doug e Carol, não é?
Todos os quatro sorriem...

casa de praia - on the beach
Corday e Doug auxiliam Mark a se sentar no sofá da sala, enquanto que Carol observa a cena perplexa com o que está vendo, mas tentando não demonstrar isso em respeito ao colega.
Doug: Pronto. Confortável? - ajudando Mark a se sentar
Mark: Não mesmo. Estou morrendo de câncer.
Ninguém na sala gostou da piada. Greene olha rapidamente pra todos.
Mark: Me desculpem. Humor negro demais...
Carol: Tudo bem.
Mark: Então... O que fazem aqui?
Carol: Ehr.. Viemos ver você, Mark
Mark: Antes d'eu morrer, né?
Corday: Mark...
Mark: Me desculpem de novo.
Doug: Ouvi um boato de que você tava ruim da cabeça...
as duas mulheres o olham com atenção...
Doug: e viemos pra checar se não podríamos fazer nada.
Mark: Mm... Complexo de Deus como todos os médicos, né?
Doug: Pois é...
Mark: Mas não vai adiantar muito. Eu sou muito melhor médico que você, e não cons...
Mark repira fundo, fecha os olhos... e põe a mãe na cabeça...
Mark: E não cons...

Ele então passa a sentir uma forte dor de cabeça. Corday, mais acostumada com esses momentos, se aproxima do marido e o abraço envolvendo sua cabeça, enquanto ele arqueia o corpo combalido de dor.

Doug e Carol se olham assustados. A enfermeira Hathaway resolve se levantar mas não faz nada. Apenas olha o marido. Corday passa a compartilhar olhares com o casal, e sem palavras comunica-se com eles mostrando que a situação do marido não é nada boa.

casa de praia - on the beach
Mark está dormindo na cama, sendo vigiado por Doug, que está abalado.

Na cozinha, conversam Corday e Carol.
Carol: Eu não tinha idéia..
Lizzie: Pois é.. - limpando as lágrimas
Carol: Como você está?
Lizzie: Não estou no direito de reclamar de nada.
Ross desce as escadas.

Doug: Ele continua dormindo.
Lizzie: Tem sido assim quase todos os dias.

Rachel entra. Na casa.
Rachel: Elizabeth, quer alguma coisa da venda?
Lizzie: Não, obrigada.
A pequena Rachel então nota o casal Ross...
Rachel: Ehr... Doug? Carol.
Doug: Oi, garota. - finalmente sorrindo depois de um bom tempo
Rachel: Aconteceu alguma coisa?
Carol: Não, não. Está tudo bem...

praia - on the beach
Mark, Elizabeth, Doug e Carol estão sentados na areia da praia. Todos com os pés enfiados na areia. São 17:30 da tarde. As mulheres estão bebendo suco, enquanto que eles dois estão tomando mai tais. Rachel e Ella estão brincando no mar, com a irmã mais velha mergulhando os pés da bebê na água, enquanto procuram por uma concha. Todos os quatro estão em silêncio, contemplando a paisagem...
Mark: Elizabeth... - bastante enfraquecido
Lizzie: Sim, Mark.
Mark: Você poderia... - fazendo uma mímica de "escrever"
Lizzie: Claro.
Doug: Deixe comigo.

Ross é mais rápido e pega antes de Corday um bloco de papel e caneta que estava em cima da caixa térmica.
Doug: Manda ver, Mark boy.
Mark: Posso... falar... mesmo? - respirando enquanto fala - Não vai... se atrapalhar... com minha velocidade?
Doug: Manda ver. - sorrindo
Mark: Mm... Querida gangue do PS.

Hathaway solta um gostoso sorriso, que é acompanhado por todos os quatro
Carol: Vocês são uma gangue agora?
Mark: Sim... Até temos um... aperto de mão secreto... Foi depois de... irem pra Seattle... rindo
Doug: Você é quem manda. - levantando a bochecha direita e abaixando o rosto
Mark: Então... Aqui estou eu... deitado na praia e... são 5:30 da tarde. Elizabeth e Carol estão bebendo suco... enquanto que eu e Doug estamos tomando mai tai.
Doug olha pro colega enquanto escreve... e pensa em algumas alterações.
Carol: Vai mesmo nos dedurar, dizendo que as moças não bebem álcool?
Agora quem ri gostoso é Corday. Apesar dos pesares, todos estão felizes.

Depois de certo tempo, a carta é encerrada. Mark completa que Ella está acenando pra ele e que Rachel encontrou a concha. Depois do ponto final, Corday chora mais um pouco e vai pegar Ella, que estava com Rachel.
Carol: Linda carta.
Doug: Obrigado... Eu vou tomar a autoria.
Os três riem enquanto observam o oceano.

casa de praia - on the beach
Doug e Carol ajudam Mark a se deitar na cama. Ele está cada vez mais fraco... e assim que se deitou, dormiu. Lá embaixo, Corday lavava as louças quando percebe que Doug e Carol já desceram as escadas e sairam da casa. Estão conversando com Rachel e ela ouve a conversa da janela.
Doug: Filme que você sempre via?
Rachel: Sim, meu pai fala a toda hora...
Doug: Ow! Acho que deve ser O Mágico de Oz.
Rachel: Eca. Sério?
Doug: Sim. - sorrindo - Sua mãe ficava louca.
Enquanto eles conversam lá fora, Corday checa a carta escrita por Doug que fora narrada por Mark.
Rachel: Qual a música principal desse filme?
Doug: Sei lá. Não faço idéia...
Carol: Somewhere Over The Rainbow.
Rachel: Somewhere Over The Rainbow?
Carol: Sim. Porque?
Rachel: Nada... eu queria ouví-la...
Corday fica desapontada ao ler. Doug não escreveu nem o nome dele nem o de Carol na carta...
Carol: Se faz mesmo questão, eu vi uma versão dessa música na venda do fim da rua ontem?
Rachel: Sério?
Carol: Sim. De um cantor havaiano...
Rachel: Pode me mostrar?
Carol: Claro.

Depois de um tempo, Doug entra na casa.
Doug: Elizabeth. Vamos levar Rachel aqui na venda. Nós já voltamos...
Lizzie: Claro...
Ela não virou pra falar de frente pra Doug... e ele percebeu a carta aberta ao lado dela...

casa de praia - on the beach
Já é noite. Rachel voltou da venda, agora com um CD em seu walkman, mas sozinha. Elizabeth continuava na cozinha.
Lizzie: Onde estão Doug e Carol?
Rachel: Eles... Disseram que não iam voltar...
Corday não demonstra surpresa...
Rachel: Onde está meu pai?
Lizzie: Dormindo.
Rachel: Ele está dormindo muito...
Lizzie: Não vai demorar muito agora.

Rachel compreende o que Corday quis dizer. E enquanto Lizzie encara o mar com muita tristeza e desilusão, a filha vai mostrar pro pai a música que encontrou...

CENA 17 - SALA DA REITORA
Corday fica encarando a porta fechada por Weaver... e resolve voltar pro presente.

CENA 18 - AEROPORTO DE CAROLINA DO NORTE
Kerry está no balcão do Aeroporto Internacional Raleigh-Durham. E não está feliz...
Weaver: Não existe um vôo direto pra Iowa?!
atendente: Sinto...
Weaver: Mas como isso é possível?!
atendente: Nós não trabalhamos com vôos direto pra lá. Se quiser, pode fazer uma conexão.
Weaver: E o que vou fazer?! Pra Boston tem vôo, mas não passagem!
atendente: Minha senhora, invelizmente uma nevasca fechou o teto de Massachusetts. Não temos culpa se estão fechados pra pousos e decolagens por tempo indeterminado...
Weaver: "Minha senhora" nada! Me respeite. - bufa um pouco - Como é a conexão pra Iowa City?
atendente: Há um vôo que partirá pra Chicago em uma hora, e logo depois vocês trocam de avião e partem pra Iowa.
Weaver: Mm... Chicago... Quanto tempo entre o pouso e a decolagem?
atendente: 30 minutos...
Weaver: E se chegando lá, eu quisesse uma passagem pra Iowa horas depois? Eu poderia aproveitar pra fazer negócios em Chicago...
atendente: Sinto muito. Só amanhã...
Weaver: Só existe um vôo para Iowa partindo de Chicago?!

Kerry frita a atendente com os olhos. Mas resolve entregar sua documentação. Novamente, Weaver se lembra das cameras tarde demais, mas agora nem tenta esconder a irritação. Apenas dissimula um pouco o discurso, apesar de ainda estar irritada:
Weaver: Me desculpem por isso. Eu geralmente sou uma pessoa mais calma...

CENA 19 - ESTRADA DE IOWA CITY
Faz mais de 3 horas que toda equipe saiu de Carolina do Norte, depois de uma rápida conexão em Chicago. Todos estão cansados, mas no novo carro alugado seguem com suas posições de sempre: Weaver no volante, técnico de aúdio atrás e câmeras às direitas do carro.
Weaver: Infelizmente, uma nevasca impediu que eu chegasse até Boston e visse Luka e Abby. E sem vôos diretos até pra cá em Iowa, tivemos que fazer uma conexão em Chicago. Pena que muito rápida, sem tempo para fazer alguns ajustes lá..

Kerry está prestando muito mais atenção no trânsito. Apesar do local estar um deserto, de tão sem movimento.
Weaver: Então, como era o caminho mais apropriado, vamos atrás de Susan Lewis. A revi faz pouco tempo, e não teremos o fator surpresa também.

Num cruzamento, o sinal fica vermelho. Kerry começa a desacelerar antes do cruzamento, mas quem vinha atrás se esquece de freiar. E numa velocidade considerável atinge o carro de Weaver em cheio na traseira. Os câmeras derrubam seus aparelhos, os airbairgs são acionados e o do volante atinge Kerry em cheio na cabeça. O carro avançou cerca de dois metros, mas não atravessou a faixa de pedestres. Só que machucou bastante.

Kerry está meio atordoada, com dores no pescoço e na cabeça:
Weaver: Filho da... Vocês estão bem?
A equipe de produção confirma que sim, e a pessoa que bateu na traseira deles sai do carro pra checar o o ocorrido. É uma mulher, loira, meio abalada com a situação:
Susan: Meu Deus... Vocês estão bem?
Kerry olha pro lado, e quando Lewis coloca a cabeça na frente do sol, ela consegue vê-la:
Susan: Kerry?
Weaver: Susan?
Susan: Eu... eu estou tendo uma concussão?

to be continued...

exectuive producers
michael crichton
john wells
equipe previously on er

















7 comentários:

  1. Weaver e Susan!!! hahah Não vejo a hora! :D

    ResponderExcluir
  2. ÉEEE UAHSUAHSUAHS Agora precisamos decidir o que fazer com o Luka =x Porque os planos pra Susan e pra Kerry a gente já tem =D

    ResponderExcluir
  3. Amei esse capítulo !

    O reencontro da Kerry com o Doug e a Carol foi muito bom , eles comentando sobre a morte do Romano então foi demais , me acabei de rir.
    Amei tb esse flashback da Corday , relembrando os últimos momentos do Mark.

    Ansiosa pra ver o reencontro com os outros personagens !

    Parabéns pela escrita :D

    ResponderExcluir
  4. Nath! Fico tão feliz que tenha aparecido! Também, eu te enchi tanto, que se não aparecesse era capaz de eu ir ai na sua casa te obrigar a ler UAHSASUHAUHSAUSHAUSHAHSAUS E pode ir voltando aqui! :hebeacusa: Pra ler os outros!

    ResponderExcluir
  5. Galera, eu tô bege!!!! É tão surreal e tão emocionante!! ER continua! Fantástico! Amei d++++++++++++++. Me emocionei mt lendo esse epi, chorei e ri. Isso é bem ER. Mt bom, parabénsa a todos os envolvidos. Tô meio sem tp pra ler, mas quero ler o mais rápido possível os epis já disponíveis. Sensacional!

    ResponderExcluir
  6. Caraaaaamba muito bom! Amei!E.R forever! Enquanto houver imaginação, criatividade e talento pra escrever!Parabens pelo blog galera!

    ResponderExcluir
  7. Aeeeeeeeee gente o/ o/ o/ Estamos tão felizes que estejam gostando! É tão bom receber um feedback positivo o/ HAUHSAUHS Esperamos continuar conseguindo manter o padrão de qualidade. Muitas surpresas ainda virão =D

    ResponderExcluir