Depois de ter adotado uma criança, Cate Banfield não consegue recuperar o ânimo que antes tinha para praticar medicina de emergência. Após perder o vôo pra Chicago, Carter, que estava em Boston, resolve visitar os Kovac e descobre que algo desagradável acontecera a Abby. E Morris não poderia estar mais feliz em seu relacionamento com Claudia.
previously, on ER: um documentário de Kerry Weaver reune nomes do passado no County. Carter, que segue trabalhando em Chicago, descobre de onde veio o rim de seu transplante, Banfield confidencia que precisou ser motivada a seguir no PS, Sam e Gates estão noivos, assim como Claudia e Morris. Em Boston, o casal Kovac vai muito bem, cada um sendo chefe/diretor em departamentos diferentes.
previously, on ER: um documentário de Kerry Weaver reune nomes do passado no County. Carter, que segue trabalhando em Chicago, descobre de onde veio o rim de seu transplante, Banfield confidencia que precisou ser motivada a seguir no PS, Sam e Gates estão noivos, assim como Claudia e Morris. Em Boston, o casal Kovac vai muito bem, cada um sendo chefe/diretor em departamentos diferentes.
...
16x03 – FAMILY COMES FIRST
...
CENA 1 – ER
Gates acaba de
entrar pela porta da triagem, no que é um fim de tarde tranquilo no PS de
Chicago. Antes de ir pra lounge, ele dá uma olhada no quadro de pacientes e
conversa com Frank, que está no computador:
Gates: Dia calmo hoje? Esse quadro de
pacientes está meio parado.
Frank: Por favor, não faça isso – ainda olhando o computador
Gates: Fazer o que?
Franks: Usar os antônimos de
"nervoso" e "cheio" é idiotice. – se vira pra Tony – Há quanto tempo você trabalha aqui pra não saber
disso?
Gates: Eu não sei... quatro anos?
Franks: Mm... Achei que fosse mais
tempo. Vai ver você me irrita tanto que o tempo parece se arrastar contigo
aqui.
Gates: Boa tarde para você também,
Frank – indo para a lounge
Tony cruza caminho
com Sam e os dois soltam beijo um pro outro. Com a enfermeira, estão Simon
Brenner e a residente Daria Wade. Eles estão na Enfermaria II, atendendo um
paciente negro com não mais de 20 anos.
Daria: Exame de sangue, eletrólitos,
urina, 10 de valina no soro e... eletroencefalograma?
Brenner: Valina? Encefalograma? Tem
certeza disso? – bem didático
Daria: Ele desmaiou na faculdade, não
é? Precisamos ver o resultado das ondas.
Brenner: Isso não é necessário. E mais:
a solução de valina no soro só vai piorar a situação.
Daria: Como assim?
Brenner: Examina a língua dele. Senhor
– virando-se pro paciente – por
favor, pode botar a lingua pra fora?
paciente: O que?
Sam: É fácil. É só fazer “aaaaah” – diz a enfermeira, mostrando o movimento e
passando um bastão para a residente.
O paciente
atende o pedido e Daria prontamente toca e sente a língua do paciente, tanto
com o bastão, quanto com os dedos.
Daria: Mm...
Brenner: Língua lisa?
Daria: Um pouco...
Brenner: Certo. Aposto US$ 50 que ele
tem anemia falciforme.
Daria: Ow...
Brenner: Baixa de ferro no sangue e ausência
de ácido glutâmico, mas por outro lado...
Daria: ... Excesso de valina.
Brenner: Exatamente. Sam, cancele a
solução de valina, mas confirme o eletro, por favor. – indo para a recepção.
Dra. Wade sorri
para o paciente, de maneira simpática, enquanto retira as luvas e bufa
revelando um pouco de frustração.
Sam: Não se preocupe – assinando o pedido e indo pra recepção –
Você melhora com o tempo.
Na recepção,
Simon coloca a ficha do paciente que acabara de atender, aparentando certo
cansaço.
Brenner: É meu terceiro plantão de 24
horas nessa semana. Eu estou morto.
Frank: Pelo jeito ser parente do dono
do hospital não ajuda tanto assim.
Brenner: Queria eu. Onde está Banfield?
Preciso confirmar com ela minha saída.
Frank: Está com seu titio.
Brenner: Logo agora? – olhando pro relógio
Nesse momento
Taggart chega com a ordem de pedidos do paciente.
Sam: O que houve?
Brenner: Já chegou minha hora e tenho
que avisar Banfield. – lutando pra não
dormir
Sam: Morris deve chegar em uma hora. E
Gates já chegou, pode ir.
Brenner: Obrigado, Sam, mas... Gates é
um residente – pegando o telefone – Tenho
que passar meus pacientes para um Atendente.
Sam: Ele é o Chefe dos Residentes. Ele
tem autoridade pra fazer isso por você.
Frank: Cristo. Se você não me lembra a
cada duas horas, eu me esqueço. Como diabos isso foi acontecer?
É quando chega
Tony, já pronto pro trabalho.
Gates: Isso o que?
Sam: Nada – carismática, ela bate a lateral de seu corpo no braço de Tony
Brenner: Gates, eu preciso sair e Cate
não está aqui. – colocando o fone no
gancho – Você pode... Assumir meus pacientes?
Gates: Claro, sem problemas.
Taggart sai para
atender novos pacientes, trocando olhares cômicos com Frank, que finalmente
sorri, enquanto Simon vai passando suas fichas pra Tony.
Gates: Onde está Banfield, aliás?
Frank: Com o tio do australiano, Chefe.
Simon olha
sorrindo pro recepcionista. Resolveu baixar a guarda.
Gates: Cara, ela está passando metade
dos turnos conversando com Anspaugh. – vendo
as fichas de Brenner – O que está acontecendo lá?
CENA 2 – SALA DE ANSPAUGH
Anspaugh: Inaceitável!
Banfield: Mas Donald...
O Diretor do
hospital respira fundo, sentado em sua cadeira, enquanto é observado por Cate,
que está de pé à sua frente.
Anspaugh: O PS não pode se dar o luxo
de perder você. Fim de discussão.
Banfield: Isso não tem sentido – com raiva – Há meses venho falando isso
com você: eu quero sair!
Anspaugh: Você é a Chefe do PS e nossa
Atendente mais experiente. Sinto muito.
Banfield: Isso que dizer então que vou
ficar refém de você até termos novos médicos? Nós temos Dr. Carter, Dr.
Brenner... Dr. Morris.
Ao ouvir esse
último nome, Donald solta um “rá!” pra lá de irônico.
Anspaugh: Você tem um contrato com essa
instituição e nada fará você sair desse barco.
Banfield: Eu acredito que...
Anspaugh: Feche a porta quando sair.
Imediatamente,
Donald passa a trabalhar nos documentos que estavam em cima da mesa, ignorando
a médica. Furiosa, Cate engole no seco, gira nos calcanhares e sai da sala de
Anspaugh, batendo forte a porta. Ele apenas piscou com um leve susto. E fala
sozinho, com certa reprovação:
Anspaugh: Morris... Humpf!
CENA 3 – JOALHERIA
Archie e sua
noiva, Claudia, estão vendo alianças num balcão. Na verdade apenas ela: o
médico do County está abismado é com os preços.
Morris Isso daqui é em dólar?!
Claudia: Pare de escândalo, Morris! – ainda atenta às jóias
Morris: Eu não estou sendo escandaloso.
Estou é sendo realista. – escaneando com
os olhos, preço a preço, a vitrine – Sei que sou médico, mas ainda não
ganho tanto quanto um Atendente sênior como Banfield ou Carter. Acho melhor
parar com isso.
Claudia: Parar com o que? De comprar
nessa loja?
Morris: Não. Parar com o noivado. Parar
o casamento! – comicamente abanando o
suor do rosto com as mãos – Você segue seu caminho com alguém que possa te
dar tudo isso, enquanto que eu posso me virar forever alone.
A policial
começa a rir gostoso. Ela para de ver o mostruário e se vira para o noivo:
Claudia: Seu besta. – abraçando Archie – Não estou contigo pra
comprar jóias.
Morris: Ainda bem. Mas se não por isso,
pelo que então? Não é pela minha inteligência, minha beleza ou meus músculos.
A noiva do
médico sorri novamente, liberando-o um pouco do abraço para olhá-lo nos olhos.
Claudia: Eu te amo, seu besta.
Morris: Eu também, mas...
Claudia: E acho você inteligente – interrompendo ele – lindo e com um corpo
que me dá tesão.
A policial
completa seu pensamento cheirando o pescoço de Archie, que já vai ficando um
pouco mais aliviado.
Morris: Você é mesmo tudo o que eu pedi
a Deus. A mulher que amo, linda e com um leve desvio de senso comum mais um
pouco de cegueira.
Ambos sorriem,
enquanto se conduzem ao mesmo tempo para fora da joalheria. Archie coloca seu
braço esquerdo por cima dos braços dela, quando um assaltante entra rápido, com
um revólver em mãos.
ladrão: Parado todo mundo! Isso é um
assalto!
Grande erro. O
meliante entrara enquanto o casal saia. Aproveitando a proximidade, Claudia,
com agilidade, segura a arma do assaltante com sua mão esquerda, fazendo com
que ele mire para uma parede vazia. Quase que ao mesmo tempo, ela empurra
Morris com a mão direita que cai de bunda no chão, pra depois dar um murro no
pescoço do ladrão. Ele fica desorientado e derruba a arma. Claudia então chuta a
lateral do joelho do bandido, que perde sustento do corpo. Não deu tempo nem de
Morris se mexer direito no chão, quando ele vê, de camarote, a noiva puxar o
braço do bandido, ficar de costas e praticar um lindo ippon. O golpe faz o
bandido cair com as costas plantadas no chão. E quebrar o antebraço.
O bandido se
contorce no chão, atendentes e clientes da loja estão assustados. Morris está
perplexo, boquiaberto e sem piscar. Claudia então chuta a arma do bandido pra
longe, e saca a sua pra ainda revelar o distintivo que estava na altura de seu
cinto.
Claudia: Acalmem-se todos. Sou policial
e está tudo bem!
Há alguns
burburinhos na loja.
Claudia: Estão todos bem? Alguém se
machucou?
Os presentes
passam a se acalmar, menos o bandido.
ladrão: Você quebrou meu braço, sua
vadia!
Claudia: Cala a boca! Você – pra uma das vendedoras – ligue pra
polícia já!
Archie
finalmente se levanta, sem conseguir tirar os olhos da noiva.
Morris: Você... Você foi incrível! – pasmo – Isso foi sensacional!
Claudia: Não foi nada. – sorridente e modesta.
Morris: Nunca na minha vida – sussurrando – fiquei com tanto tesão quanto
agora...
A policial olha
pra ele mais sorridente ainda. O bandido interrompe os dois.
ladrão: Meu braço ta quebrado... Façam
alguma coisa!
vendedora: Devemos chamar uma
ambulância também?
Claudia: Sim. E – virando-se pra Archie – você é médico.
Morris: O que?
Claudia: Você é médico! – olhando pro bandido no chão.
Morris: Você... Você quer brincar de
médico?
A policial não
consegue acreditar na falta de noção do noivo e troca com ele um simpático
olhar, que pode ser descrito como “sério que você está falando isso agora”?
entra a abertura de ER
fanfic de Thiago Sampaio
CENA 4 – EM FRENTE JOALHERIA
Fim de tarde. Logo
em frente ao local do roubo, encostado no capô do carro, Morris espera por sua
noiva, que está dando seu depoimento para alguns policiais. O local está um
pandemônio: vários curiosos, muitas sirenes, e a ambulância com o bandido acaba
de partir quando Claudia vai se aproximando do noivo.
Morris: Está tudo bem?
Claudia: Sim, sim. Mas mesmo com a
gravação em vídeo, preciso ir pra delegacia fazer um relatório.
Morris: Tudo bem – olhando pro relógio de pulso – Tenho mesmo que ir trabalhar daqui a
pouco.
Claudia: Pois é...
Archie segue
sentado no capô, enquanto que Claudia está um pouco distante dele, meio que sem
graça.
Claudia: Você vai passar a noite toda
trabalhando, né?
Morris: Por doze horas. Só saio amanhã
às 7h da manhã.
Claudia: Droga... – com curtos passos se aproxima de Archie
– Logo agora que bateu uma vontade monstro de te ter... – agarrando a gravata do médico – De passar uma noite inteira sendo
atendida por você...
Morris fica sem
ação. Se atrapalha na hora de respirar fundo, e acaba engasgando. Os dois riem bastante e Claudia dá um breve beijo na boca de Archie antes de se
despedir.
Claudia: Vou com o pessoal pra
delegacia. Tudo bem se eu não te deixar no County?
Morris: Não, tudo bem. – saindo do capô e entrando no carro – Até
mais então.
Prontamente,
Claudia recua, volta até o carro e se inclina pra beijar novamente o noivo.
Dessa vez de maneira mais longa e intensa.
Claudia: Eu te amo.
Morris: Eu também...
Ela sai
sorridente, enquanto que ele liga o carro com um brilho nos olhos.
CENA 5 – ENTRADA DAS AMBULÂNCIAS
Taggart e Gates
esperam, do lado de Daria, por um paciente que está pra chegar. Ele está um
pouco impaciente.
Sam: O que houve?
Gates: É o Frank... – olha nos olhos de Sam – Eu sou
insuportável?
Sam: Como? – surpresa com a pergunta – Mas é claro que não!
Gates: Não é o que acham de mim aqui. –
colocando as luvas – Às vezes sinto
que sou apenas tolerável, como se não quisessem a minha presença.
Daria está
atenta à conversa dos dois.
Sam: Você vai mesmo se abalar com o que
Frank disse? Ele só estava brincando.
Gates: Não, não. É mais do que isso. Há
anos venho batalhando por meu espaço no PS, mas ainda não sou reconhecido.
Sam: Está falando sério? – preocupando-se com ele.
Gates: Às vezes acho que se eu sumisse
ninguém sentiria minha falta.
Daria: Imagina eu. Não consigo dar uma
bola dentro nessa minha residência.
O casal encara
Daria, mostrando o quanto ela foi inconveniente.
Daria: Viram? Mais uma... Se eu sumo é
que não vão sentir minha falta.
Sam: Você – apontando pra Daria – pare de achar isso de si mesma. E você! – levantando a voz com Tony – Você é a
porcaria dos Chefes dos Residentes! Com certeza vão te contratar pra Atendente
no próximo ano.
Tony apenas abaixa
a cabeça. Parece não muito confiante disso. E a conversa é interrompida, pela
ambulância que acabara de chegar com o assaltante da joalheria. O paramédico
Zadro abre as portas traseiras e lança o boletim:
Zadro: Trouxemos um cliente pra vocês.
Josh Peterson, 30 anos. Foi assaltar uma joalheria e se deu mal. Fratura da
ulna com luxação posterior da cabeça do rádio no braço esquerdo.
ladrão: Porcaria! Eu quero drogas!
O bandido não
consegue se mexer porque enquanto um braço está fraturado, o outro fora
algemado e um policial está acompanhando-o.
Gates: Nossa senhora. Um caminhão
atropelou esse cara?
policial: Não. É o que acontece quando
cruzam caminho conosco.
O bandido
continua gritando, enquanto a maca é conduzida pra dentro do PS.
CENA 6 – ER
A maca é
conduzida pela zona de triagem.
Gates: Então, Daria. O que fazemos?
Daria: Ehr... 50 de morfina, mais
radiografia antes e depois de redução incruenta?
Gates: Não, Daria. Redução incruenta só
pra casos infantis. Esse é cirúrgico – passando
pela recepção – Frank, ligue para a ortopedia. Temos uma Monteggia tipo II
para eles atenderem.
Frank: Vocês têm o que?!
Gates: Fratura de ulna com luxação da
cabeça do rádio! Faça o que eu disse.
Todos prosseguem
para a ala da enfermaria, atrás da recepção. O recepcionista já está fazendo a
ligação, com o telefone em mãos.
Frank: Manteiga tipo II. Humpf! – alguém atende na linha – Alô? Precisamos
de um orto aqui no PS. Um cara quebrou o braço.
Assim que ele
desliga, Banfield chega enfezada indagando Frank:
Cate: Frank, onde está o Dr. Brenner?
Frank: Ele já saiu.
Cate: Como assim? Sem me avisar?
Frank: O australiano estava cansado. – apontando pra Gates – Ele repassou os
pacientes para o Chefe dos Residentes.
Cate: E onde está Dr. Morris? – olhando pro relógio – Ele está atrasado.
Morris: Na verdade, estou adiantado. – Archie acabara de chegar – Já estou às
suas ordens, Dra. Cate.
Banfield fica
enfezada, fecha a cara e segue para a sala de traumas com passos firmes. Archie
e Frank ficam sem entender.
Morris: Qual o problema dela?
Frank: Sei lá. – dando com os ombros – Deve ser aquela época do mês.
Archie então
percebe a ação rolando na enfermaria e reconhece o paciente, prontamente indo
em direção até eles.
Morris: Ora, ora. Mas que mundo pequeno
é esse?
O ladrão segue
gritando, apesar de Sam já ter administrado um anestésico via intravenosa. O
policial olha Archie nos olhos e sorri:
policial: Precisamos de mais homens
como sua noiva na corporação.
Morris: sorrindo – Sei o que queria dizer, mas. E aí? – olhando o bandido – Está doendo?
Sam: Nós perdemos alguma coisa?
Morris: Eu estava com Claudia na
joalheria quando esse cidadão cruzou nosso caminho.
Daria: Você fez isso com ele?!
Morris: Eu? Ta doida? Foi a Claudia
mesmo.
Gates: Eu acreditava mais na Sam
fazendo isso com ele do que você, Morris.
A enfermeira
sorri e Archie vai embora, ainda falando com eles enquanto segue para a lounge
dos médicos.
Morris: E eu aposto mais na Sam do que
em você, Gates.
Sam: Quando ele está certo, ele está
certo. – sorridente.
CENA 7 – LOUNGE
Banfield está só
na saleta dos médicos, sentada no sofá com as mãos entre as pernas, os
dedos entrelaçados e o pensamento disperso. Archie entra na sala sem muita
discrição.
Morris: Boa noite Cate. Como está?
Cate: Vou indo, Morris...
Indo em direção
ao seu armário, o médico notou o tom de tristeza na voz da colega.
Morris: Aconteceu alguma coisa?
Cate: Não. – se levantando – Está tudo bem.
Morris: Tudo bem então. – colocando o estetoscópio – Quem vai
trabalhar comigo de noite? Dr. Carter?
Cate: É. Ele foi pra Boston, mas vai me
substituir – saindo da sala – Fico só
até meia-noite.
Banfield sai da
sala, deixando Archie falando sozinho.
Morris: É mesmo. Ele viajou. O que ele
foi mesmo fazer por aquelas bandas? – percebe
que ela já saiu e ele está sozinho na lounge – Eu hein...
CENA 8 – AEROPORTO DE BOSTON
Saguão do lotado
aeroporto de Boston. Com uma mala apoiada no ombro, John parece implorar pela
compreensão da mulher que trabalha no balcão.
atendente: Sinto muito.
Carter: Mas eu preciso pegar mesmo esse
vôo. – com o cartão de embarque em mãos
– Tenho que trabalhar amanhã.
atendente: Sinto muito. Já fechamos o
check in. O próximo vôo pra Chicago será em cinco horas.
Carter: respirando fundo – Droga... Ta
certo. Me coloca no próximo vôo.
Enquanto a
atendente marca seu vôo no computador, John usa seu celular.
Carter: Alô, Frank?
Frank: Boa noite, Dr. C. Como vão as coisas em
Boston?
Carter: Não muito boas... Dra. Banfield
está?
Frank. Sim, só um minuto.
Enquanto
aguardava a ligação, a atendente chama a atenção de John para lhe entregar o
bilhete. Ele pega e depois agradece
acenando com a cabeça.
Cate: Alô?
Carter: Dra. Banfield? É Carter.
Cate: Sim, John. Eu sei... O que houve?
Carter: A reunião demorou mais do que
eu esperava. – indo se sentar numa das
cadeiras – Acabei perdendo meu vôo.
Cate: Não me diga uma coisa dessas...
Carter: Eu sei. Falha minha. Não vou
poder pegar de meia-noite porque meu vôo só sai nessa hora. – olhando o relógio – Só vou poder chegar
no County de madrugada.
Cate: E o que eu devo fazer com isso?
Carter: Bem... Não sei. Vou chegar
atrasado e preciso que alguém me cubra. Pode ser você ou Morris?
Cate: Morris acabou de chegar e Brenner acabou
de sair... Vou ter que ficar mais um pouco mesmo.
Carter: Sinto muito, Cate. – ele espera
Banfield falar algo, mas a médica fica muda – Me lembro que hoje é o
aniversário de sua filha e você já tinha perdido por minha causa, mas eu fico
te dev...
Banfield
desligou na cara de Carter. Ele olha para o aparelho tentando compreender a
ação de Cate, pouco antes de guardá-lo no bolso. John então olha para o
relógio: São pouco antes de 19h. Imediatamente encara o cartão de embarque,
mostrando que seu vôo de volta parte apenas às 0h10. Pensativo, Carter resolve
se levantar e sair do aeroporto.
Já do lado de
fora, ele chama um táxi.
CENA 9 – ER
Archie está
recepção pegando o prontuário de um paciente e chama a atenção de Wade, que
estava atualizando o quadro de pacientes.
Morris: Já subiram o assaltante da
fratura?
Daria: Sim. Gates subiu com o
ortopedista e falou que voltava logo.
Morris: Ótimo. Venha comigo Temos um
paciente na Exam-2.
Enquanto Archie
segue para a sala de exames número dois, Dra. Wade encolhe os ombros e bufa
frustrada. Meio que ao mesmo tempo que chegar sua colega Tracy Martin, que
acabara de liberar um paciente.
Tracy: O que foi agora, Daria?
Daria: Nada... – indo até a Exam-2.
Tracy: Ainda repensando sua carreira na
medicina? – pegando um novo prontuário.
A Dra. Wade para
e se volta pra falar com Martin:
Daria: Não que eu esteja sempre
reclamando, mas eu dou mesmo pra coisa?
Tracy: Você não está “sempre”
reclamando? – sorrindo
Alguns metros
distante delas, Morris coloca sua cabeça pra fora da sala de exame, e com certa
gentileza, chama a atenção da residente:
Morris: Dra. Daria Wade, pode vir aqui
por favor?
Daria: Minha vida é um saco... – indo até a sala de exames
Tracy: Viu só? O tempo todo! – sorrindo
Já dentro da
Exam-2, Archie recebe Daria com contato visual. Na maca, um homem com dores
pós-operatórias e com muita dor na perna esquerda. Haleh está do lado do homem, aferindo sua pressão. E Daria nem mesmo parou de andar para Morris começar a falar.
Morris: Craig Peterson, 65 anos com
doença vascular periférica aguda manifestada por claudicação do membro
esquerdo. Pós-operatório, há 10 dias, normal até 6 horas atrás quando começou a
sentir dor no quadrante inferior esquerdo sem fatores paliativos agravantes.
Daria: Medicamentos?
Archie olha para
Haleh, que vira o pescoço e lê o prontuário em cima da mesa.
Haleh: Medicação pós cirúrgica e 30 ml
de leite de magnésia.
A residente se
aproxima do paciente e examina seu estômago.
Daria: Constipação?
Morris: Sim...
Daria: Está com dores no abdômen? Está
sensível aqui?
paciente: Sim...
Daria: Não recua ao toque... – passa a examinar a perna esquerda – A
perna esta quente. Joelho normal...
paciente: Minha perna está boa. A dor é
no estômago.
Morris: Que medida tomar com este
senhor?
Daria: Ehr... provavelmente infecção
com a sonda usada na cirurgia. Hemograma, chem-7, urina, amilase e radiografias.
Morris: E se der tudo normal?
Daria: Ele tem alta.
Morris: Parabéns, Daria. Você acaba de
dar um processo milionário ao hospital.
Daria: Como?
Morris: Uma trombose com extensão nas
artérias mesentéricas não é mais provável? Nós substituímos uma artéria nesse
senhor. Coágulos acontecem.
Wade fica sem
jeito, mas resolve concordar com Archie. Ele ia falar mais alguma coisa, quando
seu celular toca.
Morris: Alô? Oi,
Claudia!
De uma hora pra
outra ele fica feliz e sai da sala, mas não sei antes orientar Daria:
Morris: Daria, chame rápido um
angiologista. Haleh, quando eles chegarem, me avisem. – e sai da sala
Ficam apenas a
residente, Haleh e o paciente:
paciente: O que isso quer dizer? Vou
ficar bem?
Daria: É só eu ficar longe de sua
cirurgia – desapontada – que deve
ficar tudo bem contigo...
CENA 10 – BAIRRO RESIDENCIAL DE BOSTON
Já passa de 19h.
Ainda dentro do táxi, Carter termina a orientação do percurso para o motorista,
que pára o carro em frente à uma casa. John dá ao motorista o dinheiro da
corrida e segura a mala em uma de suas mãos, enquanto prossegue até a porta da
casa, desviando dos vários brinquedos que estão no caminho do jardim.
Ele toca a
campainha sem hesitar, mas percebe que pode ter sido um erro. Logo depois, ele
percebe que um casal estava discutindo dentro da casa e a briga se intensificou
depois que John foi à porta. Agora é tarde demais e ele já está ouvindo alguém
vindo abrir a porta. É seu amigo croata que o recepciona.
Kovac: Mas o que – respira pra ficar menos nervoso – Carter? – soltando um sorriso sincero – O que faz por aqui?
Carter: Oi Luka... – meio sem graça – É uma má hora?
casa dos kovac
Carter já está
acomodado na casa dos Kovac, bebendo um copo d’água enquanto tenta fazer o
mínimo de barulho possível. Está na cara que o casal foi pego num momento ruim.
Abby ficou na cozinha, falando ao telefone e Luka se aproxima pra falar novamente
com John.
Kovac: Me desculpe por isso. É que...
Carter: Não, não. Falha minha. – colocando o copo na mesa – Eu que
cheguei sem avisar.
Kovac: O que está fazendo em Boston? – sentando-se
no sofá.
Carter: Reunião – alisando a ponta da gravata – Estamos expandindo o centro Carter e
estou a procura de novos médicos.
Kovac: Bom, bom... – olhando pra cozinha, disperso – Isso é
bom.
Carter: Luka... – falando baixinho – o que aconteceu?
Kovac: Deu merda. – olhando pra John – Demitiram Abby.
Carter: O que? – surpreso – Como assim?
Kovac: Politcagem...
O croata
interrompe a conversa quando vê que a esposa saiu da cozinha, já sem o telefone
em mãos. Lockhart está chateada, enfezada, fula da vida, franzindo a testa,
fazendo bico e com cara de poucos amigos. Luka pede licença para John gesticulando com
as mãos pra ir falar com Abby. Os dois então se abraçam e Abby, tentando manter
a calma, olha pra Carter:
Abby: Olá, Carter...
Carter: O-oi... Má hora, né?
Abby: Se eu conheço minha sorte, sei
que não há boa hora nunca.
John se recolhe
no sofá, enquanto Luka e Abby falam baixinho um pro outro. Ele parece se
desculpar e John ouve uma ou outra coisa do croata, que parece falar coisas
como “me desculpe, eu preciso ir”.
Carter: Olha, eu pego um vôo dentro de
algumas horas. – apontando pra porta
– Eu já estava de saída.
Abby: Não, imagine. Está tudo bem.
Kovac: De jeito nenhum – virando-se pra olhar John – Eu estou
mesmo tendo que ir trabalhar e preferia que Abby não ficasse só em casa.
Abby: Até parece que eu ia ficar em
casa – enfezada – Eu ia era pro
hospital enfiar um bisturi no rabo daquele mauricinho.
John esbugalha
os olhos, Luka encara a esposa recriminando-a e Abby faz biquinho com cara de
“falei alguma coisa errada?” no olhar.
Kovac: Eu vou aqui em cima – apontando pro quarto – Me trocar. Daqui
a pouco falo com você, Carter.
Carter: Tudo bem.
Kovac: E você, – subindo pro quarto – nada de ameaças de morte.
Abby: Eu não ameaço. – fula – Eu faço.
Enquanto subia
as escadas, Luka pára pra recriminar novamente Abby. Então, ela e Carter ficam
sozinhos. Eles dois se olham e dão um pro outro o sorriso mais sem graça e
constrangedor possível.
CENA 11 – EXAM-1
Acompanhada de
Tracy Martin e Sam Taggart, Banfield está pra iniciar a punção lombar em uma
garotinha de nove anos, que está deitada de bruços na maca. Os dedos da mão da
menina estão entrelaçados nos de Sam, enquanto que Tracy segura forte o torço
da criança, para que ela não se mexa durante o procedimento. Os pais da menina
também estão na sala, mas evitam ver o que acontece na maca, principalmente a
mãe que chora e esconde o rosto no abraço do marido.
menina: Eu não quero... – soluça chorando – Eu não quero...
Banfield: Eu sei que dói, mas
precisamos fazer isso – visivelmente incomodada. Respire fundo, por favor.
O cateter começa
a entrar na espinha da menina. Ela grita alto, mas depois afunda o rosto no
travesseiro.
Banfield: Segurem ela!
paciente: Não quero mais... não quero
maaaaaaaaaa – volta a chorar
Banfield: Calma, calma. Tá quase
acabando.
Sam: Calma, menina. Seja só um
pouquinho mais forte..
Banfield: Okay. – olhando o líquido da medula – O liquor está saindo.
A garota para de
se mexer e a médica passa a amostra pra Sam. A mãe se aproxima da filha, junto
com o pai, e começa a afagar e beijar os cabelos da criança, enquanto Martin vai falar com Cate em particular.
Tracy: E então?
Banfield: Não gostei do aspecto do
fluído.
Tracy: Ela não vai sair do hospital,
né?
Banfield: Eu a quero na UTI pediátrica
agora.
Tracy: Certo.
Martin sai da
sala e deixa Banfield olhando a garota, com as costas expostas e suja de
betadina. A imagem dos pais tentando confortar a menina deixa a médica
experiente visivelmente incomodada. Ela parece triste...
CENA 12 – CASA DOS KOVAC
Lockhart e
Carter já aparentam estar menos desconfortáveis da saia-justa e conseguem
manter uma conversa quanto ao ocorrido. E John começa a se adentrar sobre o que
acontecera com Abby.
Carter: Quer dizer então que você não
faz nada de errado?
Abby: Eu? De jeito nenhum. Falando
assim até parece que gosto de confrontar as pessoas.
Os dois se olham
por um tempo e riem com o que ela acabara de dizer.
Abby: É sério. Nunca bati de frente com
aquele miserável.
Carter: Quem é ele?
Abby: David Zabel. O herdeiro do
hospital...
Carter: Eu me
lembro do Luka ter falado algo sobre o médico que morreu no acidente de
helicóptero.
Abby: Como poderia esquecer? Quando ele
foi mencionado no documentário, Dra. Weaver e aquele seu amigo Doug Ross não
conseguiam parar de rir – sorrindo.
Carter: Pois
é...
Abby: Enfim, deu que mesmo sem nenhuma
experiência, ele colocou a cunhada dele como nova atendente do hospital. E como
não tinha mais vagas...
Carter: Demitiram você. Filho da mãe...
Abby: É um filho da puta mesmo.
Nisso, seu filho
Joe tinha acabado de entrar na sala e ouvira o que a mãe falou. Lockhart,
claro, ficou sem graça, e aponta pro filho a outra sala.
Abby: Vai brincar, vai.
Enquanto o
garoto corre pra brincar, John fica admirando o filho da amiga.
Carter: Seu
filho é enorme...
Abby: Não é?! – virando-se para John, orgulhosa – É minha coisa mais fofa do mundo.
Carter: Estou
mesmo feliz por vocês. – checando a casa – Vocês parecem ter se dado muito bem.
Abby: Claro, até David Zabel ferrar com
a gente.
Carter: Ou
isso...
Abby: E o pior de tudo... Sabe o que
estou temendo? Depois de o miserável me demitir e colocar a cunhada, tenho
certeza de que ele vai tomar o lugar de Luka na diretoria.
Carter: Como assim?
Abby: Luka é o melhor médico daquela
joça. Disparado. E como diretor também não fica muito atrás, mas não sei se ele
vai ter sangue frio pra aturar aquele... aquele aproveitador.
Carter: Ow...
Abby: Pois é. Eu estou nervosa, mas
estou nervosa por mim. Eu aguento isso, de verdade. Só que eu não sei como iria
reagir se ele inventasse de meter com meu marido.
Carter: Talvez enfiando um bisturi no
rabo dele...
Abby: Zabel tem o esfíncter tenso. Iria
fazer bem pra ele. – enfezada.
Nesse momento
Kovac desce as escadas, vestindo um terno e com maleta em mãos. Ele parece
tenso e não dedica muito tempo para despedidas.
Luka: Irmão, me desculpe, mas eu
preciso mesmo ir. – abraçando Abby – Tenho
que ver o que faço pra definir o futuro dessa daqui.
Abby: Já falei que você não precisa se
meter nisso – retribuindo o abraço com
força
Kovac termina o abraço com um beijo na testa de Abby, e depois segue indo pra porta,
apertando rápido a mão de Carter:
Luka: Sério, me desculpe mesmo...
Carter: Eu entendo. Sério mesmo. Corra,
corra.
Kovac: Eu te ligo quando souber de
alguma coisa, Abby.
O croata fecha a
porta e deixa os dois sós na sala.
Abby: Lá vai ele, no cavalo branco
tentando me salvar... – pensativa.
Carter: É o mínimo que ele deveria
fazer...
Os dois se olham
com certa paz.
CENA 13 – ER
Archie está na
Exam-2 checando as nádegas de uma garota, que foram espetadas quando ela caiu
em cima de um cacto que ainda está grudado nela:
Morris: Nossa! – surpreso – Você não quer mesmo anestesia?
paciente: Não. Isso é até relaxante.
Morris: Tá certo. Mas olha; você não
vai poder sentar por mais menos uma semana.
paciente: Não faz mal. – sorrindo – Não sou de sentir dor aqui
atrás. Pelo contrário, é até gostoso.
Morris: Ok – engolindo no seco – Me dê só um segundo que eu já volto.
paciente: Aonde vai? Você é tão
legalzinho...
Archie saiu da
sala de exames e foi até a recepção pra falar com Daria, que está cheia de
prontuários na mão:
Morris: Dra. Wade, trabalho pra você.
Daria: Dr. Morris, eu juro que a
vascular já lembrou o paciente com trombose. – assustada – E daqui pra frente prometo vou prestar mais atenção.
Morris: Relaxa, guria. Olha, na Exam-2
tem um ferimento por cacto. Quero que você fique do meu lado e irrigue a
área com soro, enquanto eu retiro os espinhos.
Daria: Ótimo. Mas... – confusa – pra que você me quer do seu
lado pra tirar espinho da bunda de um paciente?
Morris: Você não entende. Essa paciente...
Archie observa
que Banfield acabara de chegar pra pegar mais um prontuário, então se afasta
pra com Daria, pra irem pra sala de exames.
Morris: Ela é pra lá de gostosa e a
última coisa que quero é criar confusão.
Daria: Que tipo de confusão?
Morris: Preciso de uma testemunha pra
isso. Acredite em mim – andando pra sala
de exame – às vezes temos uns pacientes pra lá de questionáveis, que querem
nos usar como objetos sexuais.
Daria: O que?!
Morris: Eu sei. É doentio. E por mais
bonitas, redondas e carnudas que sejam as bundas deles, precisamos nos lembrar
de nossos noivados. Além do que, esses pacientes mentem e podem causar
problemas jurídicos.
Daria: Noivado? – confusa – Mas eu não to nem namorando.
música de tensão
Quando os dois
entram na sala de exames, dois paramédicos entram com pressa no PS, trazendo um
paciente na maca. É um garoto, com não mais do que 10 anos.
paramédico: Precisamos de ajuda aqui!
Cate
imediatamente vai em direção ao paciente, assim como Gates que estava por
perto:
Banfield: Porque não avisaram no rádio?
paramédico: Não havia tempo. O acidente
foi há duas quadras daqui!
CENA 14 – TRAUMA I
Banfield, Tracy,
Gates e os enfermeiros Malik e Chunny seguem com os paramédicos pra sala de
trauma.
paramedico: Fraturas óbvias na tíbia e
fêmur direito. Ombro esquerdo deslocado e costelas quebradas. Perdeu muito
sangue, esta inconsciente desde o acidente e teve uma parada na ambulância.
Banfield: Quando foi isso?
paramedico: Foi atropelado há 10
minutos. Recuperamos o ritmo cardíaco assim que chegamos ao local do acidente.
Gates: Na contagem: 1, 2, 3!
O paciente é
transferido pro leito da sala e os paramédicos estão indo embora.
Gates: Pegaram o cara que fez isso com
o menino?
paramedico: O motorista não teve culpa.
E perdeu o controle e bateu num poste. Morreu na hora. – e vão
O paciente está
deplorável. A perna direita esta torta, com fraturas expostas. Além de estar
bastante ensanguentado, principalmente na área da cabeça.
Chunny: P.A. 9x6. Pulso apenas em
50.
Malik: Bradicardia.
Gates: Tem massa encefálica nos dois
ouvidos.
Banfield: Chunny, peça seis unidades de
O negativo e um cirurgião.
Gates: Ele já era...
Tracy: O que temos agora é um doador de
órgãos.
Cate respira
fundo e parece definitivamente não gostar de trabalhar nesse caso.
Gates: Pneumotórax dos dois lados.
Betadina e bisturi nº10.
Tracy: Posso colocar o catéter?
fim da música
CENA 15 – CASA DOS KOVAC
Lockhart está na
cozinha preparando o jantar do filho Joe. Do lado da porta está John, observando
tudo e mantendo certa distância.
Carter: Eu
admito. Essa situação é um pouco confusa pra mim.
Abby: O que, minha demissão?
Carter: Não... Você. Mãe. Na cozinha.
Preparando a comida pro seu filho.
Abby: Carter... – se vira olhando pra ele – Já faz 6 anos anos que terminamos. Supere
isso.
Os dois riem
mais um pouco.
Carter: Não é disso que estou
falando... Sabe?
Abby: Acho que sim – volta ao prato.
Carter: Mas é; seu problema no hospital
também não é dos melhores.
Lockhart coloca
o prato do filho no microondas e se vira pra Carter.
Abby: Pra falar a verdade, foi tão
recente que não deu nem tempo pra pensar direito. – se encostando na pia – Tipo... eu fui demitida, Carter. O que vamos
fazer?
Carter: Não é como se Luka tivesse
perdido o emprego também.
Abby: Eu sei – abaixando o rosto – mas é só questão de tempo. É que você não
conhece Zabel como nós conhecemos. Aquele cara tem uma mente doentia. Ele age
naturalmente conosco, nos elogia na frente de todo mundo, mas por debaixo dos
panos, do nada, ele vem com uma bomba pra nos atingir.
Carter: A demissão não foi a primeira
ação dele?
Abby: Aí que está. Foi! – olha pra Carter – Foi do nada. Claro, eu
sabia que ele estava tramando uma desde que começou a falar na cunhada dele.
Os dois ficam um
tempo em silêncio, que é quebrado pelo bip do microondas.
Abby: Joe, vem comer!
Em silêncio,
John observa o menino correndo até a cozinha e só parar no pé da mãe, que está
colocando uma colher no prato do filho. Ela sinaliza com a cabeça para Carter
segui-lo de volta até a sala. Lá, Joe está comendo na mesinha de centro,
enquanto os dois amigos retomam a conversa no sofá, relativamente distantes um
do outro.
Abby: Sabe o que eu acho que ele está
fazendo?
Carter: Luka?
Abby: confirmando com a cabeça – Está batendo de frente com Zabel. E vai
acabar sendo demitido... Tudo o que aquele miserável quer.
Carter: Você não pode ter certeza
disso.
Abby: Deus... – escondendo o rosto com as mãos – o que eu não daria por um cigarro
agora!
Carter: Essa já parece mais você.
Abby: O que? – tirando as mãos do rosto.
Carter: Esse poço de negatividade. – tentando ser simpático – Espere algo
acontecer para reagir mal com isso antes.
Abby: Pra você é fácil falar. Ta
zilionário e empregado...
Carter: Zilionário não – sorrindo – Gastei quase tudo no Centro
Joshua. E no County minha situação é meio esquisita.
Abby: Esquisita como?
Carter: Eu não estou recebendo. Meu
contrato me dá liberdade total, mas estou trabalhando de graça.
Lockhart olha
pra John fazendo biquinho e irônica resolve falar:
Abby: Mas você não é mesmo um santo?
Os dois sorriem
mais uma vez.
CENA 16 – TRAUMA I
As condições
vitais do paciente estão piorando. Gates já introduziu um tubo torácico do lado
direito. Banfield instrui Martin no do lado esquerdo.
Tracy: Pulso em 40. Vamos perder ele.
Banfield: Não vamos não. – se vira pra Tony – Enfie o dedo.
Gates: Cate, por favor. Sua cabeça está
fazendo sombra.
Banfield: É "Dra. Banfield”.
Gates: introduzindo – Pronto. Tô dentro. – olha torto pra Cate.
Malik: Opa. Pulso subiu pra 130.
Banfield: Como?
Chunny: Saturação caiu pra 80... Não
está oxigenando!
Banfield: Droga! Você perfurou o pulmão
dele!
Gates: Perfurei nada!
Sangue começa a
escorrer da boca do paciente.
Banfield: Ele vai exsanguinar desse
jeito. Vamos correr pra salvar o outro pulmão! – examinando as vias aeras – Droga. Deve ter estourado um vaso aqui
porque não consigo ver as cordas.
Lucien Dubenko entra na sala de Trauma.
Dubenko: O que nós temos?
Banfield: Um chefe de residentes cego e
um cirurgião atrasado. Onde você estava?
Dubenko: Vim o mais rápido que pude. – descontente com o sermão – O que temos
aqui?
Gates: Scott Thomas, nove anos.
Atropelado há 20 minutos...
Dubenko: Tem massa cinzenta nos
ouvidos...
Banfield: Você já ouviu falar em doação
de orgãos? – entrega-lhe um bisturi –
Se você puder fazer uma cricotirotomia, eu agradeço.
Enfezado, o
cirurgião inicia o acesso na garganta. Chega Frank
Frank: Encontraram a mãe dele. Já está
vindo pra cá.
Tracy: Ótimo. Vamos manter o coração
vivo até lá.
Tony vai até
perto de Dubenko pra ver a incisão. Após o corte vertical na membrana, muito
sangue escorre.
Gates: Sucção – Chunny pega o yankauer – Rápido! Não quero pneumonia por aspiração.
Com mais
visibilidade, ela faz o corte vertical até a tireóide.
Dubenko: Tubo 6.5. – prontamente, ele faz o acesso
Chunny: Saturação subindo.
Banfield: Perfeito. Administrem
epinefrina no cateter. Não deixem o coração parar. – sai da sala
Com Cate fora da
sala, Lucien finalmente resolve perguntar:
Dubenko: Qual o problema dela?
Gates: Essa é a pergunta de um milhão
de dólares.
CENA 17 – CASA DOS KOVAC
Joe está
assistindo televisão e os dois amigos seguem se atualizando.
Carter: Eu não sabia mesmo. Foi uma
surpresa quando me contaram no documentário.
Abby: Não sou de acreditar em destino,
mas... Isso foi fantástico.
Carter: É...
Abby: Contei que vi Carol e Doug Ross
no aeroporto, indo pra Chicago?
Carter: Não...
Abby: Luka estava derretido pela Carol.
Miserável.
Os dois voltam a
rir mais uma vez. E depois de se sentir a vontade, John resolve perguntar.
Carter: Porque vocês não voltam?
Abby: Pra onde?
Carter: Chicago.
Pro County. Vocês sabem que são bem vindos lá.
Abby: Não, não, não. – levantando-se do sofá – Não estamos
tão desesperados assim.
Carter: Não vejo isso como um absurdo.
Abby: É porque você não sabe de tudo...
John fica
confuso com Abby, que está andando em círculos na sala, nerovsa. Ela resolve
elaborar sem entrar no xis da questão.
Abby: Não vamos fazer Joe se mudar de
casa tão cedo. Ele já está bem na escolinha. E o Luka, você mesmo disse, ainda
não aconteceu nada.
Carter: Okay...
Abby: Eu agradeço a oferta. De coração.
– sentando-se no sofá – Juro que se a
situação fosse outra, eu até iria. Mas não posso pensar só em mim agora.
Carter: Eu entendo mesmo isso.
Os dois olham
pro garoto assistindo televisão na outra sala.
Abby: A família vem em primeiro
lugar...
CENA 18 – TRAUMA ROOMS
Com os olhos
cheios de lágrimas e o rosto inchado, a mãe está sentada de frente pro filho.
Banfield está em pé, ao seu lado. Não há mais movimentação na Traumas I.
mãe: E-ele está morto?
Banfield: Ele teve morte cerebral. É
irreversível.
mãe: Mas eu já ouvi já ouvi falar de
pacientes que saiam do coma...
Banfield: Ele não está em coma.
mãe: Mas não disseram que ele se
recuperou da parada cardíaca?
Banfield: A morte cerebral não foi por
falta de oxigenação. Ele teve um trauma severo na cabeça.
mãe: Não tem jeito? – chorando
Banfield: Ele tem traços de massa
encefálica saindo pelos ouvid...
mãe: Okay! – respira fundo
Banfield: Eu sinto muito. Ele só está
vivo por causa dos aparelhos. Se desligarmos, vão cessar todas as funções
vitais.
mãe: E ele vai so-sofrer?
Banfield: Não... Ele não sentiu nada. –
uma lágrima escorre de seu rosto –
Acredito que se foi na hora do acidente.
mãe: E... Você quer que eu desligue os
aparelhos? Pra não... – chora mais um
pouco – ... viver num estado vegetativo?
Banfield: limpando o rosto – Na verdade nós precisamos de sua autorização pra
doarmos os orgãos de seu filho.
A mulher começa
a chorar em silêncio, escondendo o rosto.
mãe: Eu autorizo. Isso... Isso era algo
que ele gostaria que acontecesse.
Banfield: entrega o prontuário
mãe: Ele sempre foi muito melhor do que
eu... Até melhor demais. Era irritante – sorri de nervoso – Nos mudamos há apenas 3 meses... Estávamos tentando
refazer a vida depois da morte do meu marido... Do pai dele.
Banfield: Eu sinto muito.
mãe: Ele era a criança mais doce do
mundo. Ele era meu melhor amigo, sabe?
A mulher entrega
a ficha pra Cate. As duas ficam em silêncio por um tempo.
mãe: O que acontece agora?
Banfield: Nós o levamos pro centro
cirúrgico, paramos seu coração e... É isso.
mãe: Eu vou poder ficar com ele?
Banfield: Não.
mãe: Ow...
Banfield: Não lá em cima. Se a senhora
quiser, pode ficar a sós com ele por uns momentos.
mãe: Eu posso? – um pouco chorosa
Banfield: À vontade. Eu... aviso quando
tivermos que subir.
Lentamente, a
médica sai da Sala de Trauma, enquanto observa a mulher, que não sabe o que
fazer. Na porta da sala, Lucien estava à espera de Cate pra poder falar com
ela.
Dubenko: Que merda foi aquela?
Banfield: Como é? – bastante ofendida
Dubenko: Nunca mais faça pouco caso de
mim. Nunca mais me critique na frente dos residentes.
Cate fica
enfezada. O pior de tudo é ela saber que Lucien está certo. Por isso, ela
apenas faz bico e vai embora com passos firmes para a Lounge, deixando-o
sozinho. O cirurgião então segue caminho para o elevador. Na sala de trauma do
lado, estão Sam, Daria e Morris com um paciente desacordado, prestes a ser entubado.
Archie está com o tubo endotraqueal em frente ao paciente e se vira pra falar
com Sam.
Morris: Onde está o ventilador?
Sam: Não trouxeram depois do último
trauma. Vou ter que ir lá em cima pegar. Vocês podem ficar com o paciente? – já na porta de saída
Morris: Sim, Daria faz a ventilação com
o ambu. Aproveite e dê um carão neles.
Dra. Wade vai
até a gaveta de instrumentos e pega o balão azul, usado para realizar a
respiração de forma manual. De maneira rápida, Archie entuba o paciente ao
mesmo tempo em que recebe a ligação de Claudia.
Morris: Daria, coloque o ambu no
respirador... – Wade prontamente obedece
– Vou aqui atender a ligação e retorno logo. Não interrompa a respiração e
quando Sam chegar, me avise.
Wade se senta ao
lado do paciente, já pressionando o ambu.
Daria: Faço esse movimento a cada dois
segundos?
Morris: Sim – já saindo – se apertar mais rápido, vai provocar uma alcalose. – e ele atende a ligação – Meu amor, que
saudade!
Archie vai
embora e deixa Daria sozinha, fazendo a respiração mecânica no paciente.
CENA 19 – LOUNGE
A saleta dos
médicos está mais escura do que costume e Banfield tenta segurar as pontas,
sozinha. E sua concentração é quebrada por Morris, que sem nenhuma cerimônia
está falando com Claudia ao telefone. Cate procura não dar nenhuma atenção,
enquanto Archie segue empolgado com a noiva na ligação. Então ele percebe que a
Atendente está chorosa, sentada sozinha no canto da saleta.
Morris: Amor, me desculpa, mas eu preciso sair... – e desliga a ligação – Dra. Banfield? Algum problema?
Ela não
responde.
Morris: Você não me parece bem. – se aproximando dela – Posso fazer alguma
coisa?
Banfield: Não... Está tudo bem.
Morris: É seu filho, não é? – sentando-se no mesmo sofá – As coisas
mudaram desde que ele chegou.
Cate olha
surpresa pra Archie, que fala logo sem pensar.
Morris: Não me olha desse jeito. Eu
pego as coisas fácil.
Os dois sorriem.
Morris: Sei o que é ser pai. A gente
muda pelos filhos.
Banfield: Ah, você “sabe”. – com desdém
Morris: Sério. Eu tenho uns oito filhos
– Cate arregala os olhos – Tudo de
proveta, mas ainda assim... – ela sorri –
E o que sei de você é que depois do que aconteceu, você se focou demais na
medicina. E com uma criança agora isso não faz mais tanto sentido, não é?
Banfield: Isso não conta para Anspaugh...
Morris: Que é que tem?
Banfield: Ele não me libera do
contrato.
Morris: E daí? – Cate olha interessada – Você é Catherine Banfield! A mulher que
mais tenho medo na vida. Por favor, não deixe Claudia ouvir isso – Cate sorri novamente – e você vai
deixar aquele velho te obrigar a fazer o que você não quer? – ela parece se empolgar com o discurso
motivacional – Vamos sentir sua falta, mas se for pra priorizar sua vida
particular, sua família, estamos 100% contigo.
Banfield fica
mais um tempo pensativa... então resolve se levantar, com um semblante positivo
no rosto. E sai determinada da lounge, não sem antes olhar pra Morris,
agradecendo no olhar. Archie retribui e logo depois fica sozinho na sala. E
liga novamente para Claudia.
CENA 20 – CARRO DE ABBY
Lockhart deu
carona para Carter e os dois já estão na porta do aeroporto. O pequeno Joe está
no banco de trás, sentando na cadeirinha e distraído com o de seus brinquedos.
Carter: Obrigado mesmo. Você não
precisava fazer isso.
Abby: Imagina. Foi um prazer.
John abre a
porta do carro, mas tem um lampejo. Aí fecha a porta.
Carter: Abby... – ela fica atenta – Você sabe que todos reconhecem sua competência,
não é?
Abby: Acho que sim...? – desconversando
Carter: Torço pra que tudo dê certo com
Luka lá no trabalho, mas se ele também... perder o emprego, afinal você mesma
disse, nunca se sabe o que passa na cabeça desse David Zabel, saiba de uma
coisa; o County de Chicago estará sempre de porta abertas pra vocês.
Ela sorri. Ele
também.
Carter: De novo, muito obrigado. – abrindo a porta
Abby: Eu que agradeço.
Carter: E tchau pra você, Joe.
O garoto se
distrai um pouco de sua brincadeira, olha Carter nos olhos, mas logo depois
retorna ao seu mundinho.
John já está do
lado de fora, entrando no aeroporto. Abby fica observando o amigo indo embora,
pensativa, e depois olha o filho no banco de trás, ao mesmo tempo em que toca
com o polegar sua aliança de casamento.
CENA 21 – ESTACIONAMENTO DO COUNTY
Já é muito
tarde. Donald Anspaugh está indo pro seu carro, quando é abordado por Banfield.
Banfield: Aí está você. Te procurei em
todo lugar.
Anspaugh: Cate, você sabe que horas
são?
Banfield: Não é “Cate”. É Dra. Banfield
– Donald resolve prestar atenção – Eu
vim até aqui determinada a fazer um discurso. Tentando fazer você se convencer
de que eu deveria ser liberada de um contrato com o hospital... Mas quer saber?
Eu não sou uma interna de 25 anos pedindo um favor para você. Eu sou uma mulher
de 50 anos que virou mãe novamente e perdeu o aniversário do filho enquanto
tentava amenizar a tragédia de outras pessoas. Outras mães inclusive... E eu
cansei disso. Não é mais a minha. Estou fora! Enfie meu contrato no seu rabo,
porque eu estou fora. Eu me demito.
Ela vai
embora... e deixa Anspaugh atônito, com cara de “o que diabos aconteceu?”.
CENA 22 – TRAUMA II
Tranquilo,
Morris segue caminho até a sala de trauma, quando é pego de surpresa pelo
alerta de emergência dos monitores do paciente que Daria estava ao lado,
auxiliando na respiração mecânica. Ele logo fica nervoso e prontamente entra na
sala.
Morris: O que diabos aconteceu?!
Daria: Não sei! – desesperada – Começou agora há pouco. Eu juro que não estou fazendo
nada errado, mas é como se ele não estivesse respirando.
Morris: Claro que não está! – apontando pro medidor de saturação – A
oxigenação dele está na casa dos 80. O que você fez, Dra. Wade?!
Daria: Eu não sei!
Archie começa a
examinar o paciente, quando Sam chega com o aparelho de ventilação.
Sam: O que está acontecendo?
Morris: Por que demorou tanto? – checando o paciente – Ele está tendo uma
crise!
Sam: Eu vim o mais rápido que pude.
Vocês não estavam aqui fazendo a ventilação? – ela sai correndo pra pedir ajuda – Eu volto logo com Gates!
Morris: Seja ráp...
Então Archie
percebe. Assim que tocou no abdômen do paciente percebeu a rigidiz.
Morris: Não, não, não...
Logo depois, ele
ausculta o tórax do paciente com seu estetoscópio.
Morris: Não, não não. Você entubou o
esôfago dele!
Daria: O que?
Morris: Por que não checou a entubação
com o estetoscópio?
Daria: Mas foi você quem entubou ele!
Archie de
repente para de piscar... e observa que Daria continua utilizando o ambu para
ventilar o paciente.
Morris: Pare com isso já! – ela pára – Vamos extubá-lo,
imediatamente!
Nisso, chegam
Sam, Gates e Chunny pela porta de trauma. Ao mesmo tempo que o paciente de
Morris sofre uma parada cardíaca.
Gates: O que aconteceu? – se preparando para agir – O que
aconteceu?
Mas Archie não
responde. Ele fica sem ação e recua dois passos e deixa Tony assumir o
paciente. A equipe começa a tentar salvar a vida do paciente, mas Morris não
ouve mais nada.
CENA 23 – MÚLTIPLAS TOMADAS
Carter está na
fila de embarque...
Na sala de
trauma a equipe faz de tudo para recuperar os sinais vitais do paciente...
Banfield está
num táxi, com a caixa de pertences em seu colo. Feliz.
Abby já está em
casa, ainda refletindo...
Morris olha, já
do lado de fora da Trauma Room, a besteira que fez.
Banfield olha
para uma foto da família, ela, o marido e o filho. E sorri.
Abby faz o mesmo
olhando para Joe, que está dormindo.
Morris fecha o
olho depois de mais uma das várias descargas do desfibrilador no paciente...
executive
producers
michael crichton
john wells
equipe previously on er

Ah, que vontade que dá!! Não devia ter terminado nunca. Parabéns!
ResponderExcluirAeeeeeeeeeee o/ o/ o/ Alguém apareceu pra ler! Valeu, Flávia! Mas vai continuar =B Sexta-feira tem mais! Esperamos você!
ResponderExcluirCapítulo maravilhoso! Não tinha comentado aqui ainda, mas já li três vezEs! #VICIO! #AMOER
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